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quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

ACESSAR A SABEDORIA DA CICLICIDADE FEMININA



Voltei a ter ciclo menstrual há 6 meses, quando tomei a decisão de suspender o uso do anticoncepcional que tomei por muitos anos. Aos 15, descobri que tinha ovários poliquísticos e logo comecei o uso contínuo do anti. Durante esses anos realizei algumas tentativas para suspender o uso, no entanto, todas as vezes que parei foi muito difícil o meu ciclo, (cólicas, atrasos) o que me fez ficar anos usando.
Há 6 meses comecei a ter sonhos com mulheres que falavam que já era hora de voltar a ter ciclo, mesmo muito receosa e com muito medo de como seria o meu ciclo, devido às memorias nada agradáveis, decidi parar.

Neste momento acabei me tornando Moon Mother por Miranda Grey e foi surpreendente ouvir e compreender a nossa natureza cíclica e resgatá-la. Desde Junho estou vivendo o meu ciclo e tem sido uma grande descoberta e uma surpresa adorável. Não é duro como eu imaginava, pelo contrário, é através do meu ciclo que consigo compreender como funciono e como posso utilizar a sua energia em meu auxílio. Compreendi o quanto sou cíclica e como estou conectada com esse ritmo natural feminino. Estou a redescobrir-me a cada mês, e conectando com esse ciclo lunar, assim como a lua vivencio a primavera na fase crescente, o inverno na nova, o verão na lua cheia e o outono na minguante. 

Compreender esses ciclos e como eles atuam na minha energia é transformador.
Descobri que todas as vezes que menstruo o meu corpo precisa de acolhimento e recolhimento, aprendi com esse período que eu posso parar, que eu posso ficar comigo. O meu maior desafio ao longo da minha vida é aprender a relaxar, a entregar-me, e com a menstruação permito-me parar. É incrível como esse recolhimento me alimenta a alma, eu entro em contato com o mais profundo da minha alma, acesso através de sonhos a minha sabedoria interna. 

Estou aprendendo a me entregar na fase escura, a me entregar para meu interior e é incrível quanta sabedoria existe nesse lugar.  Estou aprendendo a parar de temer a escuridão e a encontrar a minha luz nesse espaço. E quando esse processo termina, um novo ciclo se reinicia com toda a sua força, possibilidades, e assim percorro novamente todo o percurso… renovar, fertilizar, soltar e morrer.... Sendo sempre cíclica.
Está sendo uma jornada incrível esse despertar da minha feminilidade.

Mariane TS



sábado, 1 de dezembro de 2018

OS HOMENS E A DEUSA


Os homens têm tanto direito de servir a Deusa como as mulheres, com o coração, a mente e todo o seu ser. A Deusa não discrimina ninguém por uma questão de sexo. A todas e a todos Ela ama por igual. Dito isto, porém, nesta tarefa de trazer de volta a Deusa para reassumir o Seu lugar por direito neste mundo, eu considero que às mulheres cabe a tarefa essencial de relembrarem a Sua história. 

Tal como Ela foi caluniada e esquecida ao longo dos tempos, assim as mulheres têm sido difamadas e abusadas, e continuam a sê-lo na grande maioria das culturas e sociedades. Temos um interesse pessoal em trazê-la de volta com entusiasmo a este mundo patriarcal em que vivemos. 

Por outro lado, os homens parecem ter muito a perder ao honrarem a Deusa e as mulheres, uma vez que os poderes que o mundo patriarcal lhes dá  devem ser continuamente reforçados pela competição, pela necessidade de vencerem, de permanecerem na linha da frente e, portanto, separados do resto da humanidade. Claro que os homens também estão na longa jornada de se desfazerem desse poder mundano ilusório, à medida que eles mesmos reivindicam a Deusa. 

Na verdade, os homens têm tudo a ganhar honrando a Deusa e as mulheres. Em meu entender, o seu papel é o de amarem e servirem a Deusa e  todas as Suas criaturas, que são as mulheres, as crianças, os outros homens, os animais, as aves e toda a Sua natureza. É função dos homens serem os guardiões da Sua natureza, uma tarefa muito importante de cura nestes tempos em que a Sua terra está a ser saqueada e explorada pela ambição do lucro. É dever dos homens invocarem o Deus dentro de si próprios, Aquele que ama e serve a Senhora e a sua alegria consiste em unirem dentro de si a Deusa e o Deus. 

É função dos homens serem os Seus sacerdotes, partilhando o Seu amor e cuidado, criando cerimónias de cura e transformação para quem delas precisa. Sem dúvida que existe um lugar igualmente importante para os homens dentro do mundo da Deusa. 

Traduzido por Luiza Frazão de Priestess of Avalon, Priestess of the Goddess, Kathy Jones