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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

KATHY JONES EM PORTUGAL 2017

É Sacerdotisa de Avalon e formadora de Sacerdotisas, uma formação criada por si; co-fundadora do Glastonbury Goddess Temple e fundadora da Glastonbury Goddess Conference e vem a Portugal a 11 e 12 de março


 Pode ver aqui pormenores do evento, dirigido tanto a mulheres como a homens, e trata-se dum trabalho profundo relacionado com o Jardim das Hespérides:

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

MAIS DO QUE AS FILHAS DILETAS DOS SEUS PAIS... DEUSAS DA SOBERANIA


Nos últimos dias temos assistido àquilo que parece ser a encenação, ou a atualização, dum antigo mito grego, que se repetiu em Roma com outros nomes, e que diz respeito ao nascimento da Deusa Athena, saída da cabeça do seu pai, o grande patriarca do Olimpo (basicamente um violador em série), prontinha e armada para o combate. 

Diz-nos Jean Shinoda, na sua análise dos arquétipos femininos, que esta “filha do seu pai” é a mais acérrima defensora dos valores do patriarcado, arquétipo forte nas mulheres que apostam tudo numa carreira de sucesso, usando como modelo o pai, desvalorizando por completo a mãe, percebida como desempoderada e insignificante, comparada com o pai, a cuja missão dão energia e continuidade.


Na pesquisa de imagens surgiram-me os exemplos acabados que podemos ver aqui, mas foi ao encontrar a imagem de Le Pen com a sua neta, que fez todo o sentido para mim que esta realidade pode ter ainda outra leitura, porventura mais justa, e que é aquela que faz o autor bretão Jean Markale em A Mulher Celta. Aí ele refere uma instituição celta muitíssimo antiga, que aparece no Mabinogion(1), que implicava que o rei impotente devesse, durante a maior parte do tempo, manter os seus pés no regaço duma donzela. Na perspetiva do autor, trata-se no fundo da memória duma sociedade matrifocal, dum tempo em que era a mulher que detinha o verdadeiro poder, que encarnava a verdadeira Soberania: 

“(…) a instituição do “troediawc” é no mínimo curiosa e como todas as instituições curiosas, a sua origem parece ser muito antiga e provavelmente é mal compreendida pelos legisladores do séc. X. Se então a função é confiada a um homem, é normal, trata-se duma sociedade patriarcal. Mas a narrativa de Math ab Mathonwy representa uma tradição mais antiga. Não é um homem que ocupa a função de “troediawc” mas sim uma mulher, o que faz mudar o caso de figura, pois indica, não uma situação anterior, mas a memória duma situação anterior, que, combinada com o regime matrilinear que aparece ainda no Mabinogion, coloca Math na charneira de dois tipos de civilização.


A imagem do rei impotente com os pés no regaço duma donzela, ou seja, duma “morwyn, um ser primordial e feérico saído do mar, uma “morgan, se preferirmos, é simplesmente a imagem do rei saindo do Ventre da Mulher. Se por via de consequência o poder real, aquele que Math encarna de resto muito mal, provém em linha direta duma filiação uterina, provém da mulher que é a verdadeira Soberana, a detentora da Vida. (…) A Soberania, que nas lendas celtas é normalmente encarnada por uma mulher, é esta donzela no colo da qual o rei Math deve manter os pés, sob pena de não mais poder reinar. Logo que soube que o seu sobrinho Gilwaethwy, com a ajuda de Gwyddyon, ultrajou aquela que ocupava esta nobre função, ele foi obrigado a substituí-la, uma vez que a Soberania não pode ser ultrajada impunemente.”

O autor prossegue incluindo a Virgem Maria, sobretudo na iconografia relativa à morte e lamentação de Cristo, neste role de donzelas míticas que encarnam o poder de que o rei vai usufruir, e que no fundo é o próprio poder da Deusa de que elas são a epifania. 

Esta é uma análise que faz todo o sentido para mim, basta ver a aura mística que rodeia estas mulheres.

(1)  O Mabinogion é uma coletânea de manuscritos em prosa escritos em galês medieval. São parcialmente baseados em eventos históricos do início da Idade Média, mas que podem remontar a tradições da Idade do Ferro.

Imagens: Google
1. Zeus dando à luz a sua filha, a Deusa Athena
2. Ivanka e Donald Trump
3. Le Pen com a neta, Marion Maréchal- Le Pen
4. Evita e Juan Peron
4. Marine e Jean-Marie Le Pen
5. Pietà, Fra Bartolommeo (1472-1517)

sábado, 14 de janeiro de 2017

COLABORANDO COM O SISTEMA PATRIARCAL



COMO É QUE, ENQUANTO MULHERES, AJUDAMOS DE FORMA ATIVA OU PASSIVA A MANTER O SISTEMA PATRIARCAL

Por Shekhina Weaver

"Ao tentar perceber como, enquanto mulheres, participamos ativa e passivamente no patriarcado e em como poderíamos recusar essa participação, facilmente ficamos bloqueadas com um sentimento de "não há saída". Na verdade, a nossa participação acontece de várias formas e primeiro precisamos de ser capazes de passar pelo processo de nomeação dessas formas de colaboração para podermos depois começar a pensar em e vislumbrar maneiras REAIS de nos libertarmos.

Esta manhã, eu, Shekhina, fiz um brainstorming com o objetivo de nomear algumas das formas como participamos ativa e passivamente e algumas das maneiras pelas quais estamos literalmente aprisionados/escravizados pelo patriarcado.

A lista é, naturalmente, incompleta, então sinta-se livre para adicionar a sua própria nomeação e/ou discutir esta lista:

- Nós mulheres estamos presas no sistema patriarcal por termos de ganhar a vida fazendo trabalhos que sustentam direta ou indiretamente o paradigma patriarcal do poder sobre a Vida e sobre as mulheres e outros seres humanos que podem literalmente envolver a destruição da Terra;

- por termos de utilizar máquinas (por exemplo, automóveis) ou tecnologias que destroem vidas;

- sermos forçadas pela própria situação económica a comprar produtos produzidos por crianças e/ou mulheres e homens mal remuneradas/os e/ou implicar destruição da Terra (tais como alimentos cultivados com pesticidas);

- termos que entrar em espaços públicos sob a ameaça perpétua, mas muitas vezes não reconhecida, de estupradores, assaltantes sexuais ou homens violentos (esta é a situação de todas as mulheres em todo o mundo a cada momento, dia e noite);

- estarmos num relacionamento com um parceiro abusivo que por algum motivo não podemos deixar;

- sermos forçadas a aceitar religiões e ideias, sistemas, práticas e políticas/sociais/ económicas e culturais destrutivas;

- termos que aceitar que as nossas crianças sejam educadas em escolas e sistemas educativos patriarcais;

2. Nós, mulheres, participamos ativa e voluntariamente no patriarcado, ou pelo menos conscientemente, vivendo padrões de mestre/perpetrador/opressor:

- comprando de forma voluntária máquinas, tecnologias, objetos, alimentos, roupas, lazer, entretenimento, produtos que são gratuitamente produzidos por crianças e/ou mulheres e homens e/ou produtos que envolvem destruição da Terra e/ou outras formas de vida;

- sendo líderes políticas em partidos com agendas que não passam por abordar e expor o patriarcado em cada palavra e ação e libertar a humanidade e a Terra deste tipo de sistema;

- Voluntariamente tendo empregos que sustentam a destruição patriarcal e o paradigma do poder sobre a vida e sobre as mulheres e outros seres humanos;

- unindo-nos voluntariamente aos movimentos religiosos (tradicionais e da Nova Era) que não têm como objetivo principal libertar e curar a humanidade e a Terra do patriarcado;

- utilizando textos científicos, religiosos, espirituais, filosóficos, educacionais e ideológicos que não abordam e exponham explicitamente a negatividade da autoridade patriarcal;

- aceitando de bom grado que as nossas crianças recebam brinquedos de guerra, joguem jogos destrutivos e participem em desportos competitivos e que as nossas filhas recebam bonecas que parecem objetos sexuais;

- aceitando de bom grado que as nossas crianças e adolescentes passem o dia no computador, em frente da televisão ou ouvindo música;

- entoando com entusiasmo ideias masculinas sobre "o masculino e o feminino" (especialmente a ideia de que o feminino é emocional, irracional, intuitivo, recetivo e o masculino é lógico, racional, factual e ativo);

- competindo com e degradando outras mulheres;

- silenciando as mulheres que falam contra a violência masculina, os abusos sexuais, as violações e as guerras, a violência contra a Terra e contra outras formas de vida;

- participando voluntariamente/vivendo a sexualidade pornográfica;

3. Nós mulheres participamos do patriarcado passivamente, aceitando viver com parceiros íntimos que não estão ativamente empenhados em libertar a humanidade e a Terra do patriarcado;

- não falando contra a violência masculina, o abuso sexual, o estupro, as guerras e a violência contra a Terra e outras formas de vida;

- não abordando explicitamente e expondo o paradigma patriarcal do poder sobre a vida e as mulheres como a raiz de todo o mal;

- não designando explicitamente o patriarcado como a raiz da maior parte do sofrimento no mundo;

- temendo a rejeição emocional e  a agressão do parceiro se nos recusarmos a ter relações sexuais por um longo período enquanto ainda desejamos o contacto emocional e/ou sensual (esta é a situação de muitas mulheres também em relações íntimas que são "amorosas" e baseadas na igualdade);

- não nos juntando a outras mulheres para libertar e curar a humanidade e a Terra do patriarcado;
.
- não questionando o patriarcado;

- tácita ou abertamente sentindo e pensando que não é possível mudar nada;

- confiando que a mudança virá e que nos estamos a mover para algo de bom sem fazermos seja o que for para que isso aconteça;

- acreditando que mudando-nos a nós mesmas mudamos o patriarcado;

- confiando que seja como for o bem ganhará;

- acreditando que o sistema não pode ser tão mau quanto nós pensamos que é;

- sentindo-nos intelectualmente inferiores aos homens;

- não nos sentindo fisicamente bonitas e/ou suficientemente boas em geral.

Bem, esta foi a minha lista desta manhã. De que foi que me esqueci ou em que estou errada?"

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Romance BRUMAS DA ILHA, Bianca Furtado



Romance histórico

"No início era Ela, a Mãe de todas as coisas
e Ela se elevou nua no espaço infinito
dançou cada vez mais selvagem
e ao dançar gerou o cosmos."
(Mito grego sobre a criação do universo)

Bianca Furtado é de Florianópolis, da Ilha de Santa Catarina, no estado com o mesmo nome no Sul do Brasil, onde, entre a população colonial portuguesa, a comunidade açoriana imprimiu marcas importantes e indeléveis na cultura. Marcas bem visíveis a olho nu na arquitetura, extremamente bem conservada e valorizada, nas festas de Espírito Santo, ou nas belas e coloridas rendas de bilros tão características do artesanato brasileiro. Também na tradição oral, nos mitos e lendas locais, as Bruxas oriundas do Corvo deixaram vestígios na memória da Ilha de Santa Catarina - esotericamente considerada como a décima ilha dos Açores – o que levou a autora a investigar sobre a sua existência histórica e a seguir-lhes o rasto até ao arquipélago de onde no séc. XVIII tiveram de fugir ameaçadas pelos perigos das investidas da Inquisição contra a vida de mulheres fortes e autónomas.

Bianca Furtado é uma talentosa e deliciosa contadora de histórias e imediatamente entrei no ritmo da vida de Lunae, de sua avó e irmã, no ritmo da sua mágica e frugal existência, em profunda conexão com a natureza da Ilha das Flores e dos seus mistérios, os mistérios da Deusa. Depois a narrativa adensa-se, o pequeno núcleo familiar junta-se à Irmandade da Ilha do Corvo, onde algo de sinistro vem perturbar este mundo feminino, imbuído de grandeza e de harmonia, sem deixar de nos apresentar a sua complexidade e humanos desafios. A certa altura revi-me no cenário e encetei o que senti como um processo cármico que me levou a abrandar o ritmo da leitura, que ainda por cima acontecia pelo Samain…



Sem dúvida que histórias destas, de mulheres independentes, íntegras e dedicadas, com interesses e vida própria, autoinspiradas, vivendo em comunidades respeitadas (não fosse a arrogância religiosa de quem se sente no direito de defender os interesses dum deus “maior” ao qual se atribuem as intenções e os meios de “arrasar a concorrência”), inseridas em outras mais alargadas que usufruirão dos serviços destas mulheres que sabem viver em harmonia e cooperação com os seus irmãos e companheiros, com consciência de que “um homem só é nosso aliado quando não estamos sob o seu poder”, estas história, dizia, precisam tanto de ser contadas! 

Todas e todos precisamos destas personagens, de saber do nosso direito de existir no mundo enquanto mulher, sendo apenas isso, uma mulher, um ser humano; não porque se é a irmã, a namorada, a esposa, a filha ou a mãe de alguém, mas porque se é um ser humano completo em si mesmo, com vida e interesses próprios, com a sua forma exclusiva de ver e de estar no mundo. Por outro lado, valorizar personagens que foram profundamente desvalorizadas e anuladas pela versão dos vencedores, “bruxas peçonhentas que só mereciam mesmo a fogueira” (um sentimento que ainda anda muito por aí) é repor a justiça e o equilíbrio neste mundo.

Por tudo isto, pela grandeza desta narrativa, pela sua relação com a nosso própria história e cultura, pelo seu jeito especial de contar histórias, pelo encanto com que se penetra nos cenários por onde nos conduz, Bianca Furtado merece ser lida. O seu livro tem aliás todos os ingredientes para agradar imensamente ao público português, como está a acontecer no Brasil, de onde aliás já rumaram a Portugal e às ilhas dos Açores as primeiras leitoras mais impressionadas e inspiradas (e com os meios suficientes para o fazerem, claro); a duas delas já as encontrei no coração de Lisboa, na véspera de rumarem até essas ilhas encantadas do Atlântico, preciosas entre todas as que povoam os nossos sonhos e a nossa imaginação.
Bravo, Bianca, espero que continues a relembrar-nos com a tua profunda sabedoria e a tua delicada perspicácia e acutilância as histórias que até há bem pouco tempo nem sequer sabíamos que já tínhamos vivido! 

Luiza Frazão 
 





quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Livro a DEUSA DO JARDIM DAS HESPÉRIDES - O resgate da Deusa em contexto nacional

Sobre o meu livro, uma leitora escreveu:


"O livro "A Deusa do Jardim das Hespérides, de Luiza Frazão, é um esforço imenso e bem sucedido, porque também de investimento pessoal e auto-descoberta, da aplicação de uma "metodologia" - desenvolvida por Kathy Jones no Templo da Deusa de Avalon, em Glastonbury - ao território português, lugar da Deusa Cale, Gaia, a Anciã...

Entre a torrente de informação fascinante que a autora vai desvelando em pistas, que depois poderão por nós ser aprofundadas consoante o sentido - emocional, geográfico, de saber, de memórias - que elas nos façam. Destaco aqui algumas.

O sentido que me fez saber que a Praia das Maçãs, com vista para o Monte da Lua (de Cynthia), lugar da minha infância e juventude e que muito me atrai, é lugar da Cale da Água, Senhora do Mar, festa de Litha, Solistício de Verão...  Também pude enquadrar o meu fascínio pelos cultos paleo-hispânicos, que havia estudado outrora na faculdade numa cadeira, algo obscura, leccionada pelo professor Cardim Ribeiro, e que, não por acaso, está à frente do Museu de Odrinhas, um museu maravilhoso, entre Sintra e a Ericeira, com muita informação a explorar a quem se quiser dedicar a estes temas, e que publicou alguns artigos sobre os cultos paleo-hispânicos, nomeadamente sobre o Templo à Lua, Sol e Mar, justamente no promontório que liga a Praia das Maçãs à Praia Grande. 

Depois outras informações me assolaparam, como o culto a Sra. do Monte, que remete para um lugar onde vivi durante três anos (no bairro da Graça, em Lisboa). É um lugar antiquíssimo, num dos pontos mais altos da cidade (há quem diga que é a melhor vista de Lisboa com o Tejo - Tétis ! - lá ao fundo) e onde já existiria algum tipo de culto que D. Afonso Henriques logo aquando da conquista da cidade fez questão de suplantar, mandando erguer uma capelinha e consagrando-a como lugar de culto cristão. Nessa capela consagrada à Sra. do Monte existe a famosa cadeira de S. Gens, na qual as grávidas se vão sentar para obter a promessa de um bom parto.

Também a referência à Sra. do Leite me soou muito. As imagens não abundam em território nacional tal como as da Sra. do Ó. Motivo entre nós reprimido pela Inquisição, a representação da Sra. do Leite encontra-se em alguma pintura italiana do final da Idade Média e do Renascimento, em cujo território sobreviveu melhor, apesar da Contra-Reforma. No entanto, há um quadro muito delicado do século XVI do Mestre da Lourinhã que representa a Sra. do Leite, mas cuja proveniência, provavelmente uma igreja ou convento, se perdeu no tempo (é possível vê-la agora na Fundação Medeiros e Almeida, em Lisboa).

Igualmente a informação de o Caminho de Santiago, que já fiz algumas vezes enquanto peregrina, ser afinal uma reminiscência do Caminho da Deusa... E pensar que ele, o caminho iniciático, só está verdadeiramente completo se a peregrina, depois de chegar a Santiago, fizer mais 80km até ao cabo Finisterra, onde se deve desfazer do "velho", daquilo que já se não necessita, qual Ophiusa trocando de pele!...

É, então, um livro realmente importante, sobretudo também por uma certa dimensão política, como o seu engajamento numa corrente feminista ecologista, a mais progressista actualmente e de maior alcance, que advoga o regresso à Grande Mãe, respeitando todos os seres. Frazão faz referência à importância dessas "pequenas grandes coisas" que são as sementes, mencionando o activismo de Vandana Shiva (Declaração da Liberdade das Sementes) ou referindo a Teoria da Resposta da Terra ou Teoria de Gaia, de James Lovelock.
 
Mas o mais fundamental do gesto de Luiza Frazão, na senda do gesto inicial de Rosa Leonor Pedro, é efectivamente o resgate da Deusa em contexto nacional, desvendando mitos, história(s) e lendas, recorrendo também à etimologia dos lugares, às Canções de Amigo e até à obra seminal de Luís de Camões. É que se são importantes as cosmologias e tradições indígenas das Américas que nos têm visitado, é fundamental resgatar e respeitar as cosmologias e tradições do nosso território e que (quase) se perderam no tempo, bem como a (intrínseca) ligação da mulher à Deusa, que não é ninguém senão ela própria, e à Mãe Terra. Isso mesmo - a procura das tradições da Deusa em território nacional - já havia aconselhado a Xamã e Mulher Medicina, de origem chilena e equatoriana, Mamma Andrea Atekokolli. 

Por isso, "A Deusa do Jardim das Hespérides" de Luiza Frazão é de leitura obrigatória a todas as mulheres que estão na senda da Deusa e de si próprias, em Tendas Vermelhas (e Azuis) por esse Portugal a fora, segura que estou que é uma "semente" que muito em breve dará os seus frutos."

Inês Beleza Barreiros

Imagens: Google (cadeira de S. Gens; Senhora do Leite, séc. XVI, Mestre da Lourinhã)