O poder da Deusa, que se manifesta por meio das mulheres, é uma matriz emocional que convida a uma fusão ou simbiose inconsciente e transmite uma sensação de chegada a casa.Jean Shinoda Bolen
quarta-feira, 22 de maio de 2013
DEUSAS SOLARES
sexta-feira, 10 de maio de 2013
DEUSAS SOLARES - CAÍDAS E REMETIDAS PARA A NOITE
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
HERA, A DEUSA DAS MULHERES
Cantemos agora Hera, a deusa das mulheres,
Que governa o mundo no seu trono de ouro.
Cantemos agora Hera, a filha de Terra, filha da mais antiga das deusas.
Cantemos agora a rainha d@s deus@s,
Cantemos a mais bela de todas as deusas.
Ninguém é mais amada do que tu,
Feminina Hera, ninguém é mais venerada.
Não há ninguém na terra mais respeitad@ do que tu
Ó majestosa Hera, ninguém mais partilha da tua glória.
És acima de todas a mais venerada das deusas.
És acima de tod@s @s deus@s a mais amada de sempre.
Hino Homérico
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Dia de ATHENA
Eis o que encontrei relativo a este dia:
17 de Janeiro
Na Grécia, comemoração da Deusa Athena em seu aspeto de guerreira. Athena foi eleita padroeira da cidade de Atenas numa competição com o Deus Poseídon, quando o Deus ofereceu ao povo as ondas do mar e Athena plantou a oliveira, presente que foi mais útil. O mito original descreve Athena como uma antiga Deusa minóica, guardiã da terra e da família, a quem foram acrescentadas as características guerreiras da Deusa Pallas, trazida posteriormente pelas tribos gregas.
Incrível!
Podemos invocar este Arquétipo para ter força redobrada para gerir a nossa carreira, ter maior capacidade de discernimento, inteligência e capacidade estratégica, talento e habilidade.
sábado, 16 de julho de 2011
DESDE QUE DEIXÁMOS DE CULTUAR A RAINHA DOS CÉUS, FICÁMOS SOB A LEI DA ESPADA

“Vieira da Natividade acrescentou às referências da procissão das Candeias na Ataíja: “Por uma tradição cujas origens não atingimos, em todas as casas se fazem filhozes. É como uma prece, um voto à patrona dos olivais que se faz em toda a região serrana. Diz-se que “quem não tem (farinha) que fritar, frita folhinhas de oliveira”. Este costume das mulheres fazerem filhozes a 2 de Fevereiro, era comum às regiões envolventes. Foi uma homenagem à deusa-mãe da Natureza. A Senhora do Fetal (Batalha), é festejada com candeias e também com “cavacas” (bolos de açúcar). Já a Astarté fenícia, que tinha o título de Rainha dos Céus, era cultuada com bolos pelos cananitas (fenícios) e pelos judeus da Grécia e do Egipto em favor da agricultura, no século VII a. C. O livro bíblico de Jeremias, dessa época, até conta a azáfama da feitura dos bolos: “Os filhos apanham a lenha, os pais acendem o fogo e as mulheres amassam a farinha para fazer os bolos à Rainha dos Céus, tudo isto para ofender Yaveh”.
Perante isto, o profeta escreveu uma carta aos maridos para que eles impusessem a disciplina religiosa às mulheres. Mas eles, reunidos em assembleia, responderam ao profeta: “Quanto à mensagem que nos mandaste, sobre as ordens de Yaveh (no que toca aos bolos à Rainha dos Céus), nós nem te queremos ouvir. Pelo contrário: continuaremos a fazer como os nossos pais fizeram. No tempo deles havia pão com fartura, eram felizes e sem nenhuma desgraça. Desde que deixámos de oferecer bolos à Rainha dos Céus, começámos a faltar de tudo e morremos pela espada e pela fome.”*
*citando Franz Cumont, “Las Religiones Orientales y el Paganismo Romano”, Madrid, Akal Universitária, 1987
in “Cinco Mil Anos de Cultura a Oeste”, Moisés Espírito Santo, Assírio & Alvim, 2004
domingo, 3 de julho de 2011
TANIT - UMA DAS DEUSAS DAS NOSSAS ORIGENS FENÍCIAS

Tanit was a Phoenician lunar goddess, worshiped as the patron goddess at Carthage where from the fifth century BCE onwards her name is associated with that of Baal Hammon and she is given the epithet pene baal ("face of Baal"). Tanit and Baal Hammon were worshiped in Punic contexts in the Western Mediterranean, from Malta to Gades into Hellenistic times. In North Africa, where the inscriptions and material remains are more plentiful, she was, as well as a consort of Baal, a heavenly goddess of war, a virginal mother goddess and nurse, and, less specifically, a symbol of fertility. Several of the major Greek goddesses were identified with Tanit. Tanit was also a goddess among the ancient Berber people, and so may be one of the ancestral goddesses of ancient North Africa
Encontrei referências ao seu culto na Nazaré, assim como a Isis
ANTIQUÍSSIMA VIRGEM NEGRA EM PORTUGAL - ANTIGO TEMPLO DE ÍSIS?

Hoje, veio até mim uma fantástica Virgem Negra, aqui bem perto naquele que é, ao que consta, o primeiro santuário mariano da Península Ibérica, o SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DA NAZARÉ
Jung dizia que as Virgens Negras eram representações de Ísis, cujo culto abrangeu uma vasta área. Haverá alguma relação entre o culto de Ísis e as 7 saias usadas pelas mulheres da Nazaré? Dois dados muito interessantes que encontrei nestes textos da Wikipedia: o Seu culto estendeu-se por todo o mundo greco-romano e Ela era adorada pelos... pescadores!
O local é poderoso e absolutamente fascinante!
A VIRGEM NEGRA
"Centenas de ícones de Maria, mãe de Jesus de Nazaré, possuem as mãos e o rosto negros. Em França, elas são chamadas “Vièrges Noires” e noutros lugares da Europa “Madonas Negras”. Alguns chamam à sua imagem “a Outra Maria”, Carl Jung dizia que eram representações de Ísis e a sua iconografia remonta ao culto pré-histórico da Mãe Terra. Ela possuia analogia com as Deusas Cybele, Diana e Vénus e associações culturais com Kali, Innana e Lilith. Historicamente, Ela foi introduzida pelos cruzados voltando da Palestina e os conquistadores espanhóis levaram-na para o Novo Mundo. Seguindo as tradições esotéricas, os Templários chamavam-lhe Maria Madalena. Como a negra Sara-la-Kali, ela é reverenciada pelos ciganos em todo o mundo, possuindo a sua data e lugares sagrados: 24 de Maio, Sainte- Marie- de- la-Mer , na região francesa da Camargne.
Para os psicólogos modernos, Ela expressa o Feminino Sombrio. Mas independentemente daquilo que Ela possa parecer, ou daquilo que possam dizer dela, o seu culto continua poderoso e exerce uma estranha fascinação em milhões de devotos em todo o planeta. Os Seus lugares sagrados são centros de energia telúrica, enlaçados com as Linhas Ley e a arquitetura sagrada. Desde os tempos remotos até hoje, multidões peregrinam até aos Seus santuários, entregando-se aos seus milagrosos trabalhos de cura, transformação interior e inspiração. A França possui mais de 300 lugares de Virgens Negras e existem mais de 150 outros no mundo.
Nos meios herméticos e pagãos, incluindo a Wicca, Ela é a imagem da sábio ctónica Anciã."
(Autor(a) desconhecid@)
Mais sobre Virgens Negras
segunda-feira, 30 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
MARIA
Me sentindo vazia
Fria
Nua
Fui pra rua
Respirar a Lua
E me vestir de pérolas
E ao raiar do dia
Eu vi Maria
Saindo pra luta
Pra labuta
De toda manhã
De toda tarde
De toda noite
Pra todo gosto
Todo desgosto
Pra qualquer troço
Qualquer troco
Na valentia
Trazer o pão-nosso
De cada dia
Na fábrica
Na calçada
Na empresa
Na mesa
Na cama
Na casa
Na carga
Da dupla jornada
Eu vi Maria
Na tia
Na avó
Na empregada
Na doce amada
Na inocente
Na demente
Na vadia
Eu vi Maria...
Há muitas eras
Em muitas terras
Com muitos nomes
Sagrada
Consagrada
És Senhora da Terra
Senhora das Águas
Senhora dos Céus
Senhora do Mar
Senhora do Escuro
Senhora da Luz...
Me olho no espelho
Me acho sem graça
E o que vejo é Maria
Cheia de graça
Sorrindo pra mim...
Maria dos montes
Das fontes
Das brumas
Maria pagã
Maria cristã
Maria das virgens
Maria das santas
Das meretrizes
Das cicatrizes
Guardadas na alma
Maria que acalma
As filhas
As mães
As avós
Velai por nós...
Ana Paim
http://desombrasedeluzanna-paim.blogspot.com/2011/05/maria.html
sexta-feira, 13 de maio de 2011
A REPUGNÂNCIA DO CRISTIANISMO PELO CORPO FEMININO
“O povo amava as senhoras pejadas. Ardentemente as veneravam as mulheres. Orando por uma hora “breve”, uma “hora pequenina”, um “bom sucesso” no parto. Apelando à Senhora como seu princípio, o princípio feminino no céu.”
“A Senhora Mãe acalentando o seu filho. Nos braços. No regaço. Ao seio, nessas quase desconhecidas Senhoras do Leite. Mas, além destas imagens expostas, divulgadas, outras há. Durante anos e anos estiveram escondidas. Foram veladas. Foram enterradas. E até destruídas: são imagens das virgens pejadas, prenhadas, as senhoras do Ó ou da Expectação. Virgens grávidas. O repúdio oficial que as atingiu é significativo do que Simone de Beauvoir chama “a repugnância do cristianismo pelo corpo feminino” que “é tal que consente em votar o seu deus a uma morte ignominiosa, mas afasta-o da "mancha” do nascimento”.
Excertos de artigo de Helena Neves
in O Público 2004
Imagem Google (Nossa Senhora do Leite)
segunda-feira, 9 de maio de 2011
AS DEUSAS DUPLAS - O CULTO DA MÃE E DA FILHA

Entre as inúmeras imagens de deusas antigas, encontram-se com frequência esculturas – em pedra, osso, argila – pinturas ou vasos em forma de deusas duplas ou geminadas. Elas simbolizam a polaridade biológica e oculta do princípio feminino, a eterna dança entre vida e morte, luz e escuridão, as fases da Lua, os ciclos da Natureza e da vida humana. Nos antigos Mistérios Femininos, as deusas duplas - aparecendo como mãe e filha ou irmãs - expressam os elos profundos dos laços de sangue, a solidariedade e parceria femininas, sendo um incentivo para a reformulação dos conceitos contemporâneos de cooperação e competição entre as mulheres.
A dupla de deusas simbolizava a soberania feminina na maioria das culturas pré-patriarcais, no nível espiritual e profano, representada pelos cultos matrifocais e a linhagem matrilinear. Com o passar do tempo, o ícone da Deusa Dupla metamorfoseia-se em Duas Mães, Senhoras, Irmãs ou Rainhas, reafirmando os laços de sangue e a parceria femininas. A iconografia da Deusa Dupla fortalece o conceito da natureza ambivalente da Grande Mãe, cujos polos de vida e morte se complementam numa mandala que mescla as forças de nascimento, crescimento, morte e renascimento. As mulheres espelham esta biologia bipolar, alternando nos seus corpos as fases hormonais (ovulação/menstruação), emocionais (expansão/retração) e espirituais (manifestação/contemplação). Nas culturas antigas ambas as polaridades eram honradas e consagradas, os rituais sendo organizados em função desta dualidade rítmica.
Assim como em outras mitologias, no Egito o tema da Deusa Dupla permaneceu durante milénios e era representado por várias deusas como Nekhbet/Wadjet, Tauret/Mut e Ísis/Nepthys.
A conexão complementar entre Ísis e Nephtys é muito antiga, dividindo entre si as regências: a luz lunar, a estrela matutina e o mundo visível e manifesto pertenciam a Ísis enquanto a face negra e oculta da Lua, a estrela vespertina e o mundo invisível e não manifestado eram o domínio de Nephtys. A sua dualidade – como faces opostas mas complementares da Grande Mãe – espelhava a dos seus maridos e irmãos, Osiris, deus da luz e fertilidade da terra e Seth, regente da escuridão e aridez do deserto.
Irmã gémea de Ísis, filha da deusa celeste Nut e do deus da terra Geb, Nepthys – ou Nebet Het - tem uma simbologia complexa e aparentemente contraditória. Ao mesmo tempo em que representa o fim da vida – seu nome simbolizava os “confins da terra e do tempo” - ela também anunciava o renascimento. O Seu tempo sagrado era o anoitecer, quando o barco solar mergulhava nas profundezas da terra, delas ressurgindo na manhã seguinte abençoado pela luz de Ísis. O Seu título era a “Senhora da Casa” reproduzido pelo hieróglifo e a imagem sobre a sua cabeça, o de Ísis sendo “A Senhora do trono”, que adornava a sua cabeça.
Enquanto Ísis governava o céu e a terra, o domínio de Nephtys era o mundo desconhecido e misterioso dos sonhos, do inconsciente e dos fenómenos psíquicos, bem como a realidade desafiadora da transformação dos mortos em seres de luz .O que acontecia no mundo astral (de Nephtys) afetava o mundo natural (de Ísis), assim como também o contrário. A morte era uma passagem estreita da luz para a escuridão, mas a alma precisava de atravessar esta escuridão para alcançar novamente a luz, conforme dizia esta frase gravada nos sarcófagos egípcios: “Que possas acordar para uma nova vida com as bênçãos de Nephtys, que te renovou durante a noite fria e escura”.
Nephtys era a padroeira do sofrimento feminino e também da cura, enviando sonhos curadores e energias de alívio aos doentes, bem como apoiando os moribundos na sua passagem, o que a tornou a deusa guardiã dos ritos fúnebres. Juntamente com Ísis, ela foi a criadora dos rituais de reverência aos deuses e das práticas templárias e mortuárias. Chamadas de Ma’aty – a dupla verdade – as irmãs eram “As Senhoras”, que apareciam em forma de pássaros migratórios nos sarcófagos para descrever o inverno (e a morte), bem como a primavera (e o renascer). Representadas juntas e com as asas estendidas ao lado dos faraós sobre os seus sarcófagos, elas não apenas simbolizavam a sua proteção, mas também o seu renascimento. O espaço entre as suas asas forma o símbolo ka, o abraço divino que contém o todo e todas as suas partes.Isis e Nephtys tornam-se uma deusa só quando juntam as suas energias complementares e assistem Osiris na sua ressurreição, assim como fazem com o Sol (na sua passagem entre noite e dia) e acredita-se que farão com todas as almas na sua transição entre vida/morte e renascimento.
Mirella Faur
in. http://witchclubhouse.blogspot.com/2010/03/o-culto-da-mae-e-da-filha.html
Imagem Google (as deusas egípcias Íris e Nephtys)
sexta-feira, 1 de abril de 2011
O CORPO INVISÍVEL DA DEUSA
domingo, 27 de março de 2011
ANUKET - DEUSA VIRGEM
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
A DEUSA DO DISCO DE PRATA

Tu, cuja luz suave clareia o caminho dos viajantes e nutre as sementes escondidas sob a terra; Tu, que controlas o caminho do Sol e até mesmo a intensidade dos seus raios,
Eu Te imploro, chamando todos os Teus nomes e todos os Teus aspectos,
Eu Te invoco com todas as cerimónias que Te foram dedicadas,
vem a mim e traz-me repouso e paz”
"Para a nossa mentalidade atual, baseada em valores solares, pode parecer estranha a afirmação do escritor romano Apuleio (século I) sobre o controlo exercido pela Lua na trajetória e intensidade dos raios do Sol.
No entanto, se voltarmos para o início da história da humanidade, podemos constatar a maior relevância simbólica e mitológica da Lua, bem como a antiguidade dos cultos lunares em relação aos valores e cultos solares. Na Caldeia, os astrólogos ignoravam o Sol e fundamentaram o seu sistema nos movimentos da Lua. Até hoje, na astrologia védica, o peso da interpretação recai sobre o signo lunar natal, os meses são denominados “mansões lunares” e caracterizados pela posição da Lua cheia na respectiva mansão.

A Lua foi venerada sob inúmeros nomes nas várias tradições e culturas antigas. Apesar desta diversidade, existe uma similitude em relação aos seus atributos de acordo com as suas fases. A Lua crescente representava a vitalidade da Deusa jovem, o frescor da Donzela, o potencial do crescimento, o início das realizações. Tornando-se cheia, a Lua personifica o ventre grávido da Mãe, o florescimento e abundância da natureza, a concretização das possibilidades. Ao minguar, a Lua assume o aspecto de Anciã, assinalando o fim da colheita, o declínio das energias, a sábia preparação para conhecer os mistérios da morte e do renascimento.
Dificilmente se encontra nas várias mitologias uma única deusa que sintetize a inteira gama do simbolismo lunar. Nos panteões grego e celta, existem inúmeras deusas lunares com características específicas relacionadas aos atributos das fases e representando os arquétipos da Donzela, da Mãe e da Anciã.
O mito de Arianrhod é muito complexo, com elementos contraditórios e de difícil compreensão, denotando as deturpações decorrentes da interpretação das antigas lendas da tradição oral dos bardos, pelos monges e historiadores cristãos. Há, no entanto, uma passagem muito interessante que descreve de forma metafórica e pitoresca uma mescla de atributos da Deusa como Donzela e Mãe escura. Filha da deusa da terra Don, Arianrhod foi chamada pelo Deus celeste Math para ser sua acompanhante (na verdade, seu dever era segurar os pés do Deus no seu colo enquanto ele descansava). A condição essencial deste encargo era a virgindade da candidata. Mas, ao ser testada pelo bastão mágico de Math, Arianrhod de repente deu a luz à gémeos – um, bem formado, Dylan, que se foi arrastando para o mar (onde se transformou depois em um deus marinho), e outro, ainda em estado embrionário. Arianrhod desapareceu, mas antes amaldiçoou este filho para que ele não tivesse jamais um nome, não pudesse usar armas nem casar. Na cultura celta, era a mãe que dava o nome e abençoava o seu filho nestes rituais de passagem. No presente mito, a criança foi adotada pelo irmão de Arianrhod, o mago Gwydion, que, no devido tempo, conseguiu ludibriar Arianrhod e, usando de recursos mágicos, a convenceu a dar um nome ao filho e permitir-lhe usar armas. O nome Llew Llaw Gyffes, “o brilhante, luminoso e habilidoso”, era o mesmo nome dum famoso herói celta Lugh, personificação dum antigo deus solar. Comprova-se, assim, por metáforas e intrincados simbolismos celtas, a antiguidade das divindades e cultos lunares, a Lua representando as tradições matrifocais da Deusa que deram origem aos cultos e mitos solares posteriores.
Na Ásia - Ocidental e Menor - durante séculos foram reverenciadas inúmeras Deusas Mãe, algumas delas com características lunares. Na Suméria e na Babilónia, a Deusa Anath, Anunith ou Antu era conhecida como a “Senhora da Lua, do Céu e das Montanhas”, representada por um disco prateado com oito raios. Assim como Arianrhod, ela reunia as qualidades da Donzela – regendo o plantio das sementes e o crescimento dos brotos e da Mãe – quando desce para o mundo subterrâneo para resgatar o seu filho/consorte da escura morada de Mot, o deus da morte, e regenera a terra seca com a chuva fertilizadora.
Posteriormente, os atributos de Anath foram absorvidos no mito e no culto de outras deusas, como Ashtar, Astarte e Asherah."
Mirella Faur
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
DANU DO NORTE E DO INVERNO

“No início havia o Vazio, a vastidão do Nada, a supremacia da criatividade não-diferenciada
Do vazio nasceu o Caos,
Da união entre o vazio e o caos originou-se Ana, a Grande Sonhadora, Criadora e Tecelã dos mundos, em cujo ventre fértil resplandeciam estrelas e planetas.
Da união entre Sonho e o nosso Sol foram criados a Mãe Terra, o
Pai Céu e o oceano, os ancestrais primevos.
Do encontro entre o céu e a Terra surgiram os Seres Brilhantes, os
Dakinis e os Dakas que trouxeram a luz ao mundo.
E do ventre de Ana, tocado pela luz das Plêiades, nasceram os Tuatha de
Danann, o povo da deusa Danu.”
Kathy Jones, “The Well of Ana”
Os primeiros relatos escritos sobre as lendas e as crenças dos povos celtas foram feitos pelos romanos, que invadiram a Grã Bretanha em 55 a.C. Na medida das suas conquistas, eles incorporavam ao seu próprio sistema religioso mitos e conceitos dos povos indígenas, registando-os, porém, de forma fragmentada e adaptada, em função da localização geográfica e da similitude entre uma divindade local e uma correspondente romana.
Esta herança ancestral, preservada durante milénios pela tradição oral e pelas práticas religiosas pagãs, parcialmente registada por historiadores romanos, foi aproveitada, reinterpretada, deturpada e truncada nos relatos dos monges cristãos ao longo dos séculos. Mantendo somente o que convinha à moral e aos dogmas cristãos, os monges reduziram o vasto panteão e a rica simbologia celta a relatos épicos de guerras, invasões, intrigas, traições e atos imorais, perpetrados pelas várias raças e tribos, diferenciados apenas pela localização geográfica. Mesmo preservando resquícios das verdades originais, as histórias cristãs minimizaram ou ignoraram a beleza e a sabedoria do legado celta, reduzindo ou distorcendo o seu valor mítico e espiritual. Na visão patriarcal dos monges, as Deusas foram vistas como Rainhas e princesas, os deuses como Reis e Heróis e o significado transcendental foi diluído, modificado ou perdido.
No século XI foi publicado “O Livro das Invenções”, que descreve uma sucessão de 5 povos que teriam vivido na Irlanda antes da chegada dos celtas, os ancestrais dos habitantes atuais.
Nas lendas, estas raças diferentes são descritas duma forma ambígua, tendo tanto características divinas quanto humanas e sendo apresentadas como deusas, deuses, gigantes, devas e seres elementais (seres análogos aos de tantos outros mitos de várias culturas e países).
Sem precisar de entrar em detalhes da complexa nomenclatura e das vastas descrições das batalhas, o importante é saber que cada uma dessas raças foi vencida e seguida pela seguinte, alternando-se assim os seus mitos, as suas divindades e a sua organização social e religiosa.
A quarta raça - Tuatha de Danann ou povo da deusa Danu -, apareceu de forma misteriosa: não da terra, de uma direção definida, como outros invasores, mas do céu, simultaneamente das 4 direções. Aterraram no dia do Sabbat de Beltane e depois fundaram 4 cidades que se tornaram os centros espirituais da Irlanda.
Tanto a sua natureza, quanto a sua origem permanecem envoltas em mistério, mas sabe-se que os seus atributos eram de bondade e luz. Por terem vencido a “escura” e agressiva raça anterior, foram por isso chamados “ seres brilhantes”. Trouxeram ensinamentos e objetos de magia, arte, sabedoria e cura e deixaram como marcos os círculos de menires e os monumentos megalíticos. Após um longo e pacífico reinado, eles também foram vencidos pela última raça, os precursores dos celtas; depois da sua derrota retiraram-se para o interior das colinas sagradas, tornando-se o assim chamado “Povo das Fadas”. É importantíssimo ressaltar que apesar de se traduzir fairy por “fada”, este termo não descreve uma “diáfana figura feminina sobrevoando as flores”. O sentido arcaico de Fairy People refere-se a seres sobrenaturais, com aparência etérica, sim, mas pertencendo a ambos os sexos, jovens que gostavam de música, danças, cores, flores, e abominavam o ferro (comprovação da sua origem anterior à Idade do Ferro).
Apesar de o seu culto ter sido proibido pelo cristianismo e de o seu nome aos poucos ter sido esquecido, Danu está presente em toda a parte na Irlanda, seja nos verdes campos, no perfil arredondado das montanhas, no sussurro dos riachos. O Seu lugar sagrado no Condado de Kerry, chamado Paps of Anu, reproduz, na forma de duas colinas, os Seus fartos seios, cujos mamilos são formados por cairns, os antigos amontoados de pedras que foram formados pelas oferendas de pedras levadas pelos peregrinos ao longo dos tempos, em sinal de reverência e gratidão.
Atualmente, com o ressurgimento do Sagrado Feminino, Danu, assim como as Deusas de outras tradições, estão a ser lembradas e reverenciadas como Senhora da Terra, da Água, da Abundância, da plenitude da Natureza e da Soberania.
Mirella Faur
http://sitioremanso.multiply.com/journal/item/29
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
CAILLEACH DO INVERNO

Eu busco o que é meu.
Eu busco o que ainda não foi semeado.
Eu busco os animais para cavernas quentes e mando meus pássaros para o sul.
Eu ponho meus ursos para dormir e mudo o pelo de meus gatos e cães para algo mais quente.
Meus lobos me guiam, seu uivo anuncia minha chegada.
Os cães, lobos e raposas cantam a canção da noite, a serenata da Anciã, a minha canção.
Eu disse sim à vida e agora digo sim à Morte.
E serei a primeira a ir para o outro lado.
Eu trago o frio e a morte, sim, pois este é meu legado.
Eu trouxe a colheita e se você não colheu suas maçãs eu as cobrirei de gelo.
Após o Samhain, tudo o que fica nos campos me pertence."
Cailleach é a própria terra. Ela é as rochas cobertas de musgo e o pico das montanhas. Ela é a terra coberta de gelo e neve. Ela é a mais antiga ancestral, velada pela passagem do tempo. Ela é a Deusa da Morte, que deixa morrer tudo o que não é mais necessário. Mas é tb ela quem encontra as sementes da próxima estação. Ela é a guardiã da semente, a protetora da força vital essencial ao ressurgimento da vida após o inverno. Ela guarda a própria essência do poder da vida. Ela é o poder essencial da Terra. Nos mitos Celtas Ela representa a Soberania sobre a terra e um rei só podia reinar após realizar o casamento sagrado com Ela, que representa o Espírito da terra.
Alguns estudiosos acreditam que ambas sejam derivadas de uma Deusa ainda mais antiga, talvez uma das primeiras expressões da face negra da Deusa já cultuadas pela humanidade. Ela foi e é conhecida por inúmeros nomes: Cailleach Bheur or Carlin, na Escócia; Cally Berry ou Cailleach Beara, na Irlanda; Cailleah ny Groamch, na ilha de Man; Black Annis, na Bretanha e Digne, no país de Gales, todas equivalentes a Kali.
Cailleach é a guardiã do portal que leva à parte escura do ano, iniciada no Samhain e é invocada nos rituais de morte e transformação. Nos mitos da troca de poder entre as faces da Deusa ela recebe o bastão branco dos meses de luz e o torna negro para os meses de trevas, devolvendo-o à Donzela no Imbolc. Em alguns mitos diz-se que Ela retorna à terra no Imbolc, tornando-se pedra para acordar somente no próximo Samhain.
Apesar de ser considerada uma Deusa Anciã, Ela é quase sempre representada com um rosto jovem, mostra de seu poder de se rejuvenescer constantemente. Ela possui um aspecto Donzela parecido com Diana, sendo a protetora dos animais selvagens contra caçadores. Ele protege principalmente o cervo e o lobo, assegurando bandos saudáveis. Há um mito antigo que conta que os caçadores oravam a Cailleach para saber onde encontrar os cervos e quantos matar. Ela os guiava para aqueles que podiam ser mortos, desobedecê-la trazia a sua fúria, em forma de ataques de alcateias para a vila dos desobedientes.
Seu rosto é azul e seus cabelos sempre são representados soltos e brancos, escapando de seu manto e capuz. Ela carrega um caldeirão em uma das mãos e um cajado na outra. O seu cajado ou bastão conferia-lhe o poder sobre o tempo, fazendo dela uma das Deusas mais importantes para a manutenção da vida no planeta. Ela é também uma Deusa associada à crua honestidade e à verdade, doa a quem doer.
O Livro de Lecam (cerca de 1400 E.C.) alega que Cailleach Beara era a Deusa da qual se originaram os povos da região de Kerry. Na Escócia ela representa a personificação do inverno, nasce velha no Samhain e fica cada vez mais jovem até se tornar uma linda Donzela em Beltane.
O contacto com esta Deusa ajuda-nos a redescobrir a soberania sobre a nossa própria vida, um tipo especial de poder e confiança. Cailleach, violenta como pode parecer, vive em todos nós. Ela traz-nos a sabedoria para deixar ir aquilo de que não mais precisamos e manter as sementes do que está para vir. Ela vive no limite entre a Vida e a Morte.
http://www.luzemhisterio.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=134%3Anovembro&catid=15&Itemid=25
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
AS FACES MENOS CONHECIDAS DA DEUSA

Assim como a Donzela, a Mãe e a Anciã regem etapas do eterno ciclo da vida - do nascimento (plantio), amadurecimento (florescimento e frutificação) e do inevitável declínio, a Deusa Negra encerra o ciclo e representa a decomposição e a morte.
Como Ceifadora, ela é a destruidora de tudo o que esgotou o seu tempo, de tudo o que cumpriu a sua finalidade e não serve mais. É ela quem limpa a terra após a colheita para o repouso necessário à germinação de novas sementes. O seu poder é o da Lua Negra, dos mistérios ocultos na escuridão, do vazio e do silêncio que antecedem o surgimento da luz, o raiar do dia e o começo dum novo ciclo. Ela ensina que sem morte não há renascimento, sem fim não pode haver um novo começo, sem dissolução do velho não há a renovação.
Como mestra da escuridão, ela orienta e conduz ao encontro da “sombra”, o aspecto perturbador e renegado do próprio ser. Se pedir a sua ajuda e tiver a coragem de mergulhar nas profundezas do seu mundo interior para descobrir, encarar, reconhecer e aceitar a sua sombra, encontrará a sua autêntica identidade, livre das máscaras da personalidade. Confrontar, contemplar e assimilar o poder da sombra representam a verdadeira iniciação nos mistérios da Deusa Escura e da Lua Negra, iniciação que exige, como preço, mudanças, transformações e novos rumos.
"Abraçar a sombra" significa aceitar-se assim como você realmente é - mescla de dor e alegria, medo e coragem, conquistas e perdas, sucessos e fracassos, acertos e erros, luz e sombra. Somente assim encontrará o seu verdadeiro e completo poder de mulher e a integração da sua totalidade.
São manifestações da Deusa Negra: Hécate, Kali, Baba Yaga, Lilith, Cailleach, Morrigan, Hel, Ran, Sekhmet, Ereshkigal, Coatlicue.
Outro aspecto que foge da costumeira manifestação da Deusa Tríplice, relacionada com a Lua Crescente, Cheia e Minguante, é a Rainha, conhecida como a Imperatriz e as rainhas dos naipes do Tarot.
Esta face da Deusa corresponde à fase da Lua Balsâmica, entre a Lua Minguante e a Negra. Ela rege a maturidade, entre os 40 e os 50 ou mais anos, da mulher que ultrapassou ou negou a fase da maternidade, que está no auge e plenitude da sua expressão, afirmação e realização, mas que ainda não atingiu a sabedoria da Anciã.
Nesta fase, chamada de pré-climatério, ocorrem mudanças no corpo físico, a mente torna-se inquieta, os pensamentos são voláteis e tumultuosos, a percepção é aguda, a sensibilidade exacerbada, as emoções em conflito. É um período de inquietação e aparentes contradições, de mudanças de gostos e atitudes, de busca de “algo” vago ou indefinido no campo espiritual, profissional ou afetivo. Surgem temores em relação ao futuro, o medo do desconhecido, a preocupação com o envelhecimento, ainda mais numa sociedade que enaltece o valor e o viço da juventude.
Dependerá da mulher passar por esta fase com dor ou com a alegria de quem já venceu batalhas, cumpriu deveres, plantou e colheu e está a aproximar-se dum tempo de paz e realização interior, com a segurança da experiência e as promessas de futura sabedoria. Abençoar esta fase, rever o passado e transmutar os resíduos com o auxílio da Deusa Negra, agradecer à Donzela e à Mãe pelo plantação e a colheita, são medidas recomendáveis que abrem as portas para a Grande Mudança, quando o seu sangue não mais for vertido, mas retido no seu ventre, e quando o tempo assinalar a sua coroação – agora já não como Rainha, mas como uma Sábia Mulher Coroada, herdeira das Matriarcas e das Mães de Clã do passado ancestral.
Mirella Faur
http://sitioremanso.multiply.com/journal/item/4
domingo, 28 de novembro de 2010
A AUTORIDADE ESPIRITUAL FEMININA

..Há milénios fui pelo Senhor criada, no começo de tudo, como Seu primeiro ato criador, antes mesmo da Terra, quando não existia o abismo profundo, nem fontes de água, montanhas, colinas ou campos. Quando Ele estabeleceu os céus Eu estava lá, também quando traçou um círculo na superfície do abismo e firmou a abóbada celeste, quando delimitou as margens dos mares e a fundação da Terra. Eu estava sempre ao seu lado como uma Mestra criadora e parceira, sendo o seu deleite e me alegrando ao lado dele no mundo habitado... Livro dos provérbios, 8:22-31
A sua mudança da representação metafórica da sabedoria no judaísmo, personalizada nos textos posteriores (hebraicos, gnósticos, cabalísticos e helenísticos) para Espírito Santo e Logos foi embasada em distorções de palavras e géneros na língua hebraica e grega. De Hokhmah - palavra feminina em hebraico - chegou-se ao termo grego neutro Hagion Pneuma e ao masculino Logos, depois ao conceito latino e masculino do Spiritus Sanctus, apesar de a sua imagem ser a pomba, totem da Deusa Mãe. A transição da sabedoria como atributo da Mãe Deusa até à sua transformação no Espírito Santo dos evangelhos gnósticos e cristãos aparece nos Livros dos provérbios (400 a.C), Ben Sirach (200 a.C.), O canto de Salomão, o Livro de Enoch (100 a.C.). No livro de Ben Sirach “a sabedoria é criada da boca do Altíssimo, que fez sozinho a abóbada celeste, os mares e a terra, e que lhe determinou morar somente em Israel”, privando assim o resto da humanidade da qualidade universal da Sabedoria. A real fonte da compreensão intelectual, do esforço e da realização foi transformada no Torah, que à sua vez passou a ser declarado o receptáculo da própria Sabedoria identificada pelo Logos, a palavra. A jornada da Sabedoria da Terra para o céu foi descrita desta forma:
Ele deu-me o conhecimento de tudo o que existe, para compreender a ordem do mundo e a ação dos elementos, o início, meio e final do tempo, a mudança das estações, os ciclos dos anos e a posição das estrelas, a natureza dos animais, as espécies das plantas, as virtudes das raízes, as forças dos espíritos e o raciocínio dos homens. (Livro de Sabedoria do Salomão, 7:17-20).

Com o advento do cristianismo o arquétipo feminino foi totalmente eliminado da ligação com o divino, a matéria decretada inferior ao espírito, o atributo de sabedoria associado com Jesus e depois transformado na terceira figura da trindade masculina, o Espírito Santo. A conexão entre Sophia, a Mãe Divina e seu filho Cristo é perdida, Jesus nasce como filho de Deus Pai e de Maria (simples mortal) e assume as qualidades de Sophia, a Sabedoria passando a ser atributo masculino. Hockhma hebraica ou Sophia gnóstica são totalmente negadas como aspectos divinos femininos e jamais é feita alguma menção à sua existência prévia nas escrituras cristãs. A Sabedoria é personificada por Jesus como o mediador entre o plano divino e material e cuja missão era salvar as almas e não mais orientá-las para se tornarem “moradas da Sabedoria”. Jesus, apesar da sua associação pelo apóstolo posterior pelo apóstolo Paulo com os atributos e títulos da sabedoria, nunca afirmou ser ele a Sabedoria divina. O enfoque passou a ser a salvação, conseguida ao pertencer ao cristianismo, que privou assim a alma da união mística do criador com a criação, separando os processos físicos, mentais e espirituais e levando ao distanciamento da natureza e à inferiorização da mulher.

http://sitioremanso.multiply.com/journal/item/84
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
DEUSAS PRÉ-ISLÂMICAS

Al-Lat forma uma tríade com a Al-Uzza e Manat. Alguns dizem que é a versão feminina de Deus, e até é mencionada no Alcorão como sendo uma das três filhas de Deus. Esta deusa mítica de grande antiguidade representava a terra e os seus frutos; Al-Uzza era a Deusa da estrela da manhã, e Manat, a deusa do destino e do tempo.
http://reclaimingthedarkgoddess.blogspot.com/
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
AFRODITE HETERA
Li há dias numa revista cor-de-rosa as declarações da mulher do escritor e apresentador de televisão José Rodrigues dos Santos sobre as condições em que decorre o seu trabalho e o apoio que lhe dá, que tem tudo a ver com o que diz Jean Shinoda Bolen sobre o papel da mulher no trabalho criativo dum homem, a tal "grande mulher" por trás do "grande homem"... Infelizmente, o contrário raramente se verifica...Imagem: Laurie Blank
