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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

IEMANJÁ, É HOJE O SEU DIA


Esta Deusa Lunar das Mudanças, é considerada Rainha dos Mares e dos Mundos, a sua abrangência na Vida é bastante ampla. Ela rege o destino das coisas que precisam de ser modificadas, e traz novo alento a tod@s aquel@s que estão submergidos em problemas.

Iemanjá rege a mudança no ritmo da Vida, pois ela está ligada ao Elemento Água. Ela preside aos rituais relacionados com o nascimento e o regresso às, que é a morte, e também aos movimentos que se caraterizam pelo desenvolvimento das coisas, e dos projetos, assim como a expansão e a propagação de novas ideias.

Os rituais que Lhe são dedicados, celebram-se no dia 2 de Fevereiro.

O arquétipo de Iemanjá, assim como o da Deusa Ártemis, é responsável pela consciência que as mulheres experimentam de si mesmas, e que as leva à sua própria individualidade. Quando a Deusa Iemanjá dança, ela corta o ar com uma espada na mão, simbolizando com esse corte um ato psíquico que conduz à individualização, pois ao separar as coisas, deixa somente aquilo que é necessário para que a consciência de si aconteça.

A Sua Espada, símbolo do Poder Cortante, que permite discriminar e ordenar os aspectos da psique, também pode levar ao abraço de sereia da Deusa, que é a morte. Quando dança, a Deusa coloca a mão na cabeça, indicando assim a sua individualidade e por isso, é chamada de”Yá Ori”, ou “Mãe de Cabeça”. No ritmo dos tambores, Ela toca a nuca com a mão esquerda, simbolizando o passado da humanidade, o “Mar do Inconsciente Cósmico”, a nossa origem eterna, e a testa com a mão direita, significando o futuro em direção à consciência e à individuação, de cada um(a) de nós.

A Deusa Iemanjá dança o seu Poder representando a origem mitológica da humanidade, unindo o passado e o futuro, materializando um presente sempre eterno, através do despertar da consciência do que somos aqui e o agora, neste exato momento da nossa existência, pois sem passado não há futuro, sem saber de onde viemos não sabemos o que somos, nem para onde vamos.

Sendo assim, Ela nos lembra em seus rítmicos passos, que a totalidade está na união dos opostos, do consciente com o inconsciente, do passado com o futuro, e dos aspectos masculinos com os femininos, que existem em tod@s nós.

As mulheres que estão em íntima conexão com esta Deusa, conhecem os seus ciclos lunares, e como eles afetam as suas vidas ao relacioná-las com as fases do astro prateado, aceitando em si mesmas a presença inegável do vai e vem das marés da Vida e do Amor, berço do rico psiquismo feminino.

Compreender e aceitar Iemanjá, equivale a compreender e aceitarmo-nos a nós mesmas, porque este entendimento, nos encaminha até à nossa individualidade, à descoberta dos Ser único que somos, como somos e o porquê da nossa existência. O mito desta Deusa das Águas, é o mito de toda a mulher, enquanto Criadora e força motriz de toda a Vida, que não só começa na água, como depende dos ciclos da Lua, intensamente vividos por nós, e que propaga a existência, nas mudanças de todas as coisas, num interminável nascer, viver, morrer, e novamente renascer, nas “Águas da Mãe Iemanjá”.

http://magiabruxa.com/serie-deusas-iemanja/

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

AMANHÃ É A FESTA DA CANDELÁRIA, O IMBOLC

 Amanhã celebra-se o Imbolc, ou Candelária, um festival muito importante, por representar o momento em que o aspeto Anciã da Deusa dá lugar ao aspeto Donzela, sendo portanto uma altura propícia  a novos começos, a um renascer depois do sono invernal.

Na tradição celta e na de Avalon, a divindade do momento é Brigid, ou Bride, Bridie, Brígida para nós, deusa muito importante por representar praticamente a totalidade dos atributos da Grande Deusa. Ela foi muito cultuada por quase toda a Europa e possivelmente, segundo tudo consta, teve origem aqui, mas isso é uma longa história para onde aponta aquele documento da autoria da investigadora Fernanda Frazão de que aqui deixei um pedacinho. Repare-se que um dos nomes que esta Deusa já teve foi Brigantia, que depois deu outra Deusa que representa mais o aspeto soberania da terra. Mas Brigantia foi um dos primeiros nomes de… Bragança, que, só por “acaso”, também é o nome da nossa actual dinastia… Bom, mas voltando a Brigid, Ela é então na Roda do Ano de Avalon a representante do aspeto Donzela, e é uma deusa ligada ao Fogo, da Cura, da Alquimia, da Transformação, da Forja, da Lareira e da Inspiração. É matrona da forja e da poesia e das artes em geral, sobretudo as artes domésticas, femininas, aquelas que contribuem para que a nossa casa seja um Lar.

É um momento para criarmos objetos de poder com as nossas mãos, que na tradição celta e de Avalon são as famosas “cruzes de Brigid”, os “olhos de Brigid” (uma das partes do corpo que esta Deusa cura especialmente são os olhos), as bonecas, os “cintos de cura de Brigid”. Objetos realizados com a intenção de curarmos as partes de nós que precisam, ou de obtermos a proteção da Deusa ou a sua Inspiração.

Brigid está também muito associada às Águas, sobretudo às águas de Cura, mas também ao aspeto fertilizador da água. É um bom momento para visitarmos fontes, rios, lagos, o mar e reverenciarmos esse elemento, com o qual nos podemos lavar, banhar, com a intenção de obter cura para nós, desejando-a igualmente para as águas da Terra, tão maltratadas. Ela é também a protetora dos rebanhos e o leite de ovelha é o leite sagrado que os povos que o têm à sua disposição facilmente Lhe oferecem agora. Os seus animais sagrados são o Cisne, a Serpente, a Vaca e o Lobo.

Que dizer-vos mais? Esta é uma Deusa com uma energia tão magnífica e poderosa, que é difícil saber o que selecionar para dizer. Sugiro que à vossa maneira celebrem este festival da Luz, criando um altar, por exemplo, fazendo a vossa boneca de Brigid, ou a Cruz ou o Olho, acendendo velas, oferecendo à Deusa singelas flores do campo, por exemplo, as primeiras a despontarem, as mais simples, como evoca o aspeto Donzela da Deusa. Investiguem sobre esta Deusa, há muita informação e muita proposta de atividade, porque este aspeto Donzela tem a ver essencialmente com a nossa criatividade, alegria, vontade de iniciar novos projetos, de festejar…

Muitas bênçãos de Brigid, a Donzela, ou a Menina, para tod@s!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Na última glaciação, a humanidade terá sobrevivido aqui

"A cada dia que passa surgem novas provas científicas, nas mais diversas áreas – da genética, à arqueologia e à linguística – da enorme antiguidade, unidade cultural e primazia europeia do nosso pequeno rectângulo atlântico. Resumindo, dizem os arqueólogos, os climatólogos e os zoólogos que, na última glaciação, a maioria da humanidade, umas 5000 pessoas, sobreviveu por aqui, naquilo a que chamam o refúgio ibérico. Dizem os linguistas que a nossa língua tem características do celta mais primitivo e que essa língua nunca aqui chegou, porque daqui partiu, afinal, dando origem, com o tempo, a muitas das línguas europeias, incluindo o latim. Dizem os geneticistas que somos antepassados de Irlandeses, Escoceses e até, de Noruegueses."

http://www.triplov.com/Britiande/Lendas/index.htm 

Imagem: criança Neandertal (Google)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

MARY DALY - RECUPERAR UMA ANTIGA REALIDADE CENTRADA NA MULHER

Mary Daly, teóloga feminista (falecida aos 81 anos, em 2010)

Daly deu aulas de teologia, ética feminista e patriarcado no Boston College durante 33 anos. Seu primeiro livro, "The Church and the Second Sex" [A Igreja e o segundo sexo], publicado em 1968, fez com que ela fosse demitida por pouco tempo de sua posição de ensino na instituição. Mas, como resultado do apoio do corpo de estudantes (então todo masculino) e do público em geral, ela obteve no fim a estabilidade no emprego. Mary E. Hunt, co-fundadora e co-diretora da Women's Alliance for Theology, Ethics and Ritual (WATER), anunciou a sua morte no dia 03 de janeiro pelo boletim online The Feminist Studies in Religion: "Com o coração pesado, embora agradecida além das palavras por sua vida e pelo seu trabalho, eu anuncio que Mary Daly morreu nesta manhã, dia 03 de janeiro de 2010, em Massachusetts.

Ela estava com sua saúde enfraquecida nos últimos dois anos. "Suas contribuições à teologia, filosofia e teoria feminista foram muitas, únicas, e, se eu posso assim dizer, mudaram o mundo. Ela criou um espaço intelectual; ela levantou a barreira. Mesmo aqueles que dela discordavam estão em dívida com ela pelos desafios que ofereceu. Ela sempre aconselhou as mulheres a lançar nossas vidas o mais longe que pudessem ir. Eu posso dizer sem medo de exagerar que ela mesma viveu dessa forma". Daly escreveu: "Há e haverá aqueles que pensam que eu exagerei. Deixem-nos ficarem certos de que essa avaliação está correta, provavelmente além de sua imaginação mais selvagem, e eu continuarei fazendo isso".

Ela foi uma participante exuberante e formadora do movimento feminista dos anos 70 e 80. Única filha de uma família de pais católicos irlandeses da classe trabalhadora do norte de Nova York, Daly cresceu com um grande senso de sua herança étnica e religiosa. Como jovem, ela desenvolveu um desejo de se tornar filósofa e teóloga. Encorajada por seus pais e especialmente por sua mãe, Daly buscou seu sonho intelectual, tornando-se finalmente uma vencedora, em um sistema educacional católico que evitava que mulheres obtivessem graus académicos em filosofia, ao estudar na Universidade de Freiburg, onde ela se graduou em filosofia e teologia. Daly foi influenciada por pensadores que vão de Tomás de Aquino à feminista francesa Simone de Beauvoir e Virginia Woolf. De fato, Daly, a feminista, desenvolveu uma espécie de afeição perversa por Aquino, ao qual ela chamava de "velho monge gordo".

Ela aprendeu a "decodificar" o pensamento de um homem que, admitia ela alegremente, concebia as mulheres como "homens bastardos". Finalmente, em sua vida pessoal e académica, ela desenvolveu uma ampla análise do "patriarcado" como a raiz da opressão das mulheres e de todos os problemas sociais em que as pessoas são tratadas como objetos. Depois de "The Church and the Second Sex", ela disse que, de "reformista cristã", passou a ser a uma feminista "radical e pós-cristã". Estudar as formas arquetípicas e a religião pré-patriarcal convenceu Daly que a doutrina da Igreja consistia em uma série de "reversões" significativas.

Ela os explicou à escritora Jeanette Batz em 1996:

•a Trindade, da deusa tripla uma vez celebrada em todo o mundo;

•o nascimento virgem, da partenogénese que uma vez gerou as filhas divinas;

•Adão que dava a luz a Eva.

As mulheres, agindo nos limites do patriarcado, escreveu ela, podem escalar até a liberdade ao renomear e recuperar uma antiga realidade centrada na mulher que foi roubada e erradicada pelo patriarcado. Ela obteve um grande prazer ao castigar os "oito pecados mortais dos Padres da Igreja": procissões, profissões, possessão, agressão, obsessão, assimilação, eliminação e fragmentação. "Riam abertamente", conclamava ela, "de suas pomposas procissões penianas". Assim como para Deus, simplesmente não existe nenhuma maneira de se livrar da linguagem de alusão, escreveu.

Então, "se você deve ser antropomórfico", ela preferia "Deusa". Daly muito frequentemente contemplou a essência divina como um verbo, "Be-ing itself" [Ser si mesmo], então esse louvor não é "ajoelhar-se diante de um Fulano, mas sim circular em energia". Sua linguagem fez eco à física quântica, e ela ficaria agradecida se você lhe dissesse isso: "Eu realmente penso em espaço-tempo como uma grande coisa", admitia ela. "É uma espécie de misticismo que também é político".

Essas atitudes com relação à vida e à religião foram refletidas na edição do dia 26 de fevereiro de 1996 da revista The New Yorker, na qual ela escreveu: "Sempre, desde minha infância, eu tenho aprimorado minhas habilidades para viver a vida de uma pirata feminista radical e cultivar a coragem para vencer. A palavra 'sin' [pecado] deriva-se da raiz indo-europeia 'es-', no sentido de 'to be' [ser].

Quando eu descobri essa etimologia, eu intuitivamente entendi que, para uma mulher presa ao patriarcado, que é a religião do planeta inteiro, 'ser' no sentido mais pleno é 'pecar'". "Mulheres que são piratas em uma sociedade falocrática estão envolvidas em uma operação complexa. Primeiro, é necessário saquear – isto é, remover com retidão as pedras preciosas de conhecimento que os patriarcas roubaram de nós. Segundo, devemos contrabandear para outras mulheres os nossos tesouros saqueados. Para inventar estratégias que sejam grandes e fortes o suficientes para o próximo milénio, é crucial que as mulheres compartilhem suas experiências: as mudanças pelas quais passamos e as escolhas que nos mantiveram vivas. Elas são minhas palavras de guerra de pirata e o toque de despertar para as mulheres que querem ouvi-las".

E então Daly disse: "Eu lhe convoco para Pecar. Mas não contra essas religiões diminutas, Cristianismo, Judaísmo, Islão, Hinduísmo, Budismo – ou seus derivados seculares, Marxismo, Maoísmo, Freudianismo e Junguianismo – que são todos derivativos da grande religião do patriarcado. Pequem contra a própria infraestrutura!". Daly verteu muita energia sobre a quebra dos velhos limites do pensamento crítico. Seu trabalho ajudou a montar o palco para outras teólogas feministas que surgiram no século XX para oferecer críticas à teologia dominada pelo masculino que iriam dar nova forma ao pensamento cristão.

Essas mulheres extremamente inovadoras incluiam Rosemary Radford Ruether, Elisabeth Schussler Fiorenza e Rosemary Haughton.

Outros livros publicados por Daly são:

•"Gyn/Ecology: The Metaethics of Radical Feminism", que definiu categorias de teoria política e filosofia da religião.
•"Pure Lust: Elemental Feminist Philosophy", um estudo exploratório do patriarcado e da visão feminista. •"Websters' First New Intergalactic Wickedary of the English Language", um trabalho bem humorado de palavras voltadas a "libertar a língua inglesa" de suas raízes patriarcais.
•"Outercourse: The Be-Dazzling Voyage", uma autobiografia filosófica.
•"Quintessence... Realizing the Archiac Future: A Radical Elemental Feminist Manifesto", outra consideração sobre o pensamento feminista.
•"Amazon Grace: Re-Calling the Courage to Sin Big" Autor: Thomas C. Fox. A tradução é de Moisés Sbardelotto

http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_canal=39&cod_noticia=14062

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Dia de ATHENA

Hoje (17 de janeiro), diante do altar de Athena, tive uma intuição, algo me disse que era um dia importante e peguei no Anuário da Grande Deusa, da Mirella Faur…

Eis o que encontrei relativo a este dia:

17 de Janeiro

Na Grécia, comemoração da Deusa Athena em seu aspeto de guerreira. Athena foi eleita padroeira da cidade de Atenas numa competição com o Deus Poseídon, quando o Deus ofereceu ao povo as ondas do mar e Athena plantou a oliveira, presente que foi mais útil. O mito original descreve Athena como uma antiga Deusa minóica, guardiã da terra e da família, a quem foram acrescentadas as características guerreiras da Deusa Pallas, trazida posteriormente pelas tribos gregas.

Incrível!
Podemos invocar este Arquétipo para ter força redobrada para gerir a nossa carreira, ter maior capacidade de discernimento, inteligência e capacidade estratégica, talento e habilidade.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

HONRAR A ANCIÃ - DALILA PEREIRA DA COSTA

Como este é o momento especial do ano para honrarmos a Anciã, o Yule, quero prestar aqui a minha homenagem a DALILA PEREIRA DA COSTA, mística, filósofa, investigadora portuguesa, que escreve como ninguém sobre o nosso glorioso matriarcado neolítico. Sim, sim, a nossa época de todas a mais gloriosa, diz ela. Grande conhecedora do território, especialmente dos seus lugares de poder, bem como da literatura e da alma portuguesa, o que ela conclui sobre a origem da Saudade, por exemplo, é muito surpreendente...

Vive no Porto, onde nasceu, tem agora 93 anos e está com alguns problemas de saúde. Fico muito triste por saber que está prestes a partir alguém que sabe de nós segredos tão incríveis!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

MORREU A ATIVISTA AMBIENTAL E FEMINISTA QUENIANA WANGARI MAATHAI


Morre queniana Wangari Maathai, prêmio Nobel da Paz, ícone popular e mundial
De Boris BACHORZ (AFP)

NAIROBI — A queniana Wangari Maathai, que lutou em favor do meio ambiente e dos direitos das mulheres, recebendo o reconhecimento internacional e ganhando a simpatia de seus compatriotas, morreu neste domingo aos 71 anos por complicações causadas por um câncer.
"É com imensa tristeza que a família de Wangari Maathai anuncia sua morte no dia 25 de setembro de 2011 após um longo e corajoso combate contra o câncer", anunciou o Green Belt Movement (Movimento do Cinturão Verde), movimento de luta contra o desflorestamento que ela criou em 1977.
Foi por sua ação nesta área que a militante recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2004. Ela foi a primeira mulher africana a receber o Nobel.
Sua luta busca promover a biodiversidade, criar empregos para as mulheres e valorizar a imagem destas na sociedade. O Movimento do Cinturão Verde afirma ter plantado 47 milhões de árvores no continente africano.
Manifestações de respeito e carinho se multiplicaram nesta segunda-feira depois do anúncio da morte de Wangari Maathai.
Para Achim Steiner, diretor executivo da Agência das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a militante "era uma força da natureza".
"Enquanto outros usam seu poder e força vital para destruir e degradar o meio ambiente para fazer lucro em pouco tempo, ela utilizou (suas capacidades) para criar obstáculos, mobilizar as populações e defender a preservação do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável", afirmou.
O presidente queniano Mwai Kibaki lamentou a perda de um "ícone internacional, que deixará um vazio no mundo da proteção do meio ambiente".

Wangari Maathai era uma "voz poderosa em favor de um desenvolvimento partilhado e harmonioso" que "vai deixar saudades no mundo", disse o ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé.
Um resultado amargo do exercício do poder
Wangari Maathai colecionou honrarias depois de seu prêmio Nobel da paz. Em 2009, por exemplo, foi nomeada mensageira da paz pela ONU.
Apesar dos títulos e prêmios, Wangari continuou muito popular e próxima aos quenianos, que comentavam nesta segunda-feira a "triste novidade" de sua morte nas ruas e transportes públicos.

A prêmio Nobel da paz "nasceu em uma pequena cidade, mas deixou sua marca no cenário internacional", um comentário, entre os muitos, deixados na página do Facebook pela memória de Wangari. Ela era "a mais importante militante pelo meio ambiente no Quênia. Serviu ao seu país com diligência", acrescentou um outro internauta.
Primeira a receber o título de doutorado na África Central e do Leste, diplomada em biologia nos Estados Unidos graças a uma bolsa, Wangari Maathai liderou o combate contra o autoritarismo do regime do ex-presidente Daniel Arap Moi nos anos de 1980 e 1990, o que a levou diversas vezes à prisão.
Após o advento do multipartidarismo e a eleição de Mwai Kibaki, motivo de grandes esperanças para o Quênia em 2002, ela se tornou secretária de Estado para o Meio Ambiente de 2003 a 2005, mas tirou desta experiência no poder uma lição amarga.
Wangari expandiu seu combate pelos Direitos Humanos e pelo meio ambiente para outros países. Foi nomeada em 2005, embaixadora para a proteção da floresta da Bacia do Congo na África central, segunda maior floresta tropical do mundo.
Em 2010, tornou-se administradora da Fundação para a Educação e Meio Ambiente da Karura Forest, uma floresta do subúrbio norte de Nairobi, para a qual conseguiu a proteção em uma das batalhas mais emblemáticas do país.

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5ittuMHHWIE-zN_IicE-BVXmASRjg?docId=CNG.30ce3beeb1f6b07f2dceba95421a148f.01

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A CAUSA DE LILITH



MINHA DEUSA, A NATÁLIA CORREIA ESCREVEU ESTE LIVRO QUE EU NÃO CONHECIA... COMO É POSSÍVEL???...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O CULTO DO ESPÍRITO SANTO EM PORTUGAL


"A simbologia do culto do Espírito Santo virá a ser retomada por Fernando Pessoa, Agostinho da Silva e Natália Correia, entre outros pensadores, poetas ou filósofos portugueses. Citando uma análise recente [37]: se em Fernando Pessoa a ideia quinto-imperialista era uma espécie de ecumenismo multicolor, ou melhor, de total fusão das raças, culturas, povos e religiões do mundo pela capacidade unificadora da língua e da cultura portuguesas transformando tudo num Paganismo Superior; se em Agostinho da Silva a Era do Espírito Santo era a assunção do domínio sereno da inocência infancial pela diluição das hierarquias contra a estreiteza da ordenação da racionalidade ortodoxa e pela miscigenação de todas as raças ao sabor do exemplo português; para Natália Correia o Quinto Império é a harmonização das relações humanas pela afirmação dos valores tutelares associados ao universo feminino.
Na teoria joaquimita colocavam-se assim as três idades, nas palavras de Joaquim de Flora [38]: o chicote para o primeiro, a acção para o segundo, a contemplação para o terceiro; sucessivamente, o temor, a fé, a caridade; o estado de escravos, o estado de homens livres, o estado de amigos; de velhos, de adultos, de crianças.

Existem tríades onde o género feminino é dominante. Na Sé de Lisboa (igreja de Santa Maria Maior) tem-se uma imagem na capela do Espírito Santo, também designada da Trindade: a capela foi erguida no final do século XIII [39] e a imagem é designada de Nossa Senhora da Pombinha e estava referenciada por frei Agostinho de Santa Maria como a mais antiga em mãos de cristãos, titular da paróquia de Sé, antecessora da invocação de Santa Maria [40]. O culto de Nossa Senhora da Pomba é reportado aos séculos XI/XII, datando de 1136 o início da construção da abadia do seu nome, próxima do povoado de Alseno, por S. Bernardo [41]. Trata-se aqui de uma trindade com um conceito predominantemente feminino, já que a figura de Deus Pai é agora mulher, Nossa Senhora, que domina a tríade, segurando numa mão a pomba e na outra o menino - a pomba apresenta-se horizontal e o menino transporta numa mão a bola do mundo. Recorda-se uma significação mítica: no livro do Genesis refere-se que foi uma pomba largada por Noé que levava no bico um raminho de oliveira e assim anunciava o fim do Dilúvio, promessa de paz."

http://www.triplov.com/novaserie.revista/numero_07/jose_casquilho/index.html