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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

HONRAR A ANCIÃ - DALILA PEREIRA DA COSTA

Como este é o momento especial do ano para honrarmos a Anciã, o Yule, quero prestar aqui a minha homenagem a DALILA PEREIRA DA COSTA, mística, filósofa, investigadora portuguesa, que escreve como ninguém sobre o nosso glorioso matriarcado neolítico. Sim, sim, a nossa época de todas a mais gloriosa, diz ela. Grande conhecedora do território, especialmente dos seus lugares de poder, bem como da literatura e da alma portuguesa, o que ela conclui sobre a origem da Saudade, por exemplo, é muito surpreendente...

Vive no Porto, onde nasceu, tem agora 93 anos e está com alguns problemas de saúde. Fico muito triste por saber que está prestes a partir alguém que sabe de nós segredos tão incríveis!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

MORREU A ATIVISTA AMBIENTAL E FEMINISTA QUENIANA WANGARI MAATHAI


Morre queniana Wangari Maathai, prêmio Nobel da Paz, ícone popular e mundial
De Boris BACHORZ (AFP)

NAIROBI — A queniana Wangari Maathai, que lutou em favor do meio ambiente e dos direitos das mulheres, recebendo o reconhecimento internacional e ganhando a simpatia de seus compatriotas, morreu neste domingo aos 71 anos por complicações causadas por um câncer.
"É com imensa tristeza que a família de Wangari Maathai anuncia sua morte no dia 25 de setembro de 2011 após um longo e corajoso combate contra o câncer", anunciou o Green Belt Movement (Movimento do Cinturão Verde), movimento de luta contra o desflorestamento que ela criou em 1977.
Foi por sua ação nesta área que a militante recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2004. Ela foi a primeira mulher africana a receber o Nobel.
Sua luta busca promover a biodiversidade, criar empregos para as mulheres e valorizar a imagem destas na sociedade. O Movimento do Cinturão Verde afirma ter plantado 47 milhões de árvores no continente africano.
Manifestações de respeito e carinho se multiplicaram nesta segunda-feira depois do anúncio da morte de Wangari Maathai.
Para Achim Steiner, diretor executivo da Agência das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a militante "era uma força da natureza".
"Enquanto outros usam seu poder e força vital para destruir e degradar o meio ambiente para fazer lucro em pouco tempo, ela utilizou (suas capacidades) para criar obstáculos, mobilizar as populações e defender a preservação do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável", afirmou.
O presidente queniano Mwai Kibaki lamentou a perda de um "ícone internacional, que deixará um vazio no mundo da proteção do meio ambiente".

Wangari Maathai era uma "voz poderosa em favor de um desenvolvimento partilhado e harmonioso" que "vai deixar saudades no mundo", disse o ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé.
Um resultado amargo do exercício do poder
Wangari Maathai colecionou honrarias depois de seu prêmio Nobel da paz. Em 2009, por exemplo, foi nomeada mensageira da paz pela ONU.
Apesar dos títulos e prêmios, Wangari continuou muito popular e próxima aos quenianos, que comentavam nesta segunda-feira a "triste novidade" de sua morte nas ruas e transportes públicos.

A prêmio Nobel da paz "nasceu em uma pequena cidade, mas deixou sua marca no cenário internacional", um comentário, entre os muitos, deixados na página do Facebook pela memória de Wangari. Ela era "a mais importante militante pelo meio ambiente no Quênia. Serviu ao seu país com diligência", acrescentou um outro internauta.
Primeira a receber o título de doutorado na África Central e do Leste, diplomada em biologia nos Estados Unidos graças a uma bolsa, Wangari Maathai liderou o combate contra o autoritarismo do regime do ex-presidente Daniel Arap Moi nos anos de 1980 e 1990, o que a levou diversas vezes à prisão.
Após o advento do multipartidarismo e a eleição de Mwai Kibaki, motivo de grandes esperanças para o Quênia em 2002, ela se tornou secretária de Estado para o Meio Ambiente de 2003 a 2005, mas tirou desta experiência no poder uma lição amarga.
Wangari expandiu seu combate pelos Direitos Humanos e pelo meio ambiente para outros países. Foi nomeada em 2005, embaixadora para a proteção da floresta da Bacia do Congo na África central, segunda maior floresta tropical do mundo.
Em 2010, tornou-se administradora da Fundação para a Educação e Meio Ambiente da Karura Forest, uma floresta do subúrbio norte de Nairobi, para a qual conseguiu a proteção em uma das batalhas mais emblemáticas do país.

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5ittuMHHWIE-zN_IicE-BVXmASRjg?docId=CNG.30ce3beeb1f6b07f2dceba95421a148f.01

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A CAUSA DE LILITH



MINHA DEUSA, A NATÁLIA CORREIA ESCREVEU ESTE LIVRO QUE EU NÃO CONHECIA... COMO É POSSÍVEL???...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O CULTO DO ESPÍRITO SANTO EM PORTUGAL


"A simbologia do culto do Espírito Santo virá a ser retomada por Fernando Pessoa, Agostinho da Silva e Natália Correia, entre outros pensadores, poetas ou filósofos portugueses. Citando uma análise recente [37]: se em Fernando Pessoa a ideia quinto-imperialista era uma espécie de ecumenismo multicolor, ou melhor, de total fusão das raças, culturas, povos e religiões do mundo pela capacidade unificadora da língua e da cultura portuguesas transformando tudo num Paganismo Superior; se em Agostinho da Silva a Era do Espírito Santo era a assunção do domínio sereno da inocência infancial pela diluição das hierarquias contra a estreiteza da ordenação da racionalidade ortodoxa e pela miscigenação de todas as raças ao sabor do exemplo português; para Natália Correia o Quinto Império é a harmonização das relações humanas pela afirmação dos valores tutelares associados ao universo feminino.
Na teoria joaquimita colocavam-se assim as três idades, nas palavras de Joaquim de Flora [38]: o chicote para o primeiro, a acção para o segundo, a contemplação para o terceiro; sucessivamente, o temor, a fé, a caridade; o estado de escravos, o estado de homens livres, o estado de amigos; de velhos, de adultos, de crianças.

Existem tríades onde o género feminino é dominante. Na Sé de Lisboa (igreja de Santa Maria Maior) tem-se uma imagem na capela do Espírito Santo, também designada da Trindade: a capela foi erguida no final do século XIII [39] e a imagem é designada de Nossa Senhora da Pombinha e estava referenciada por frei Agostinho de Santa Maria como a mais antiga em mãos de cristãos, titular da paróquia de Sé, antecessora da invocação de Santa Maria [40]. O culto de Nossa Senhora da Pomba é reportado aos séculos XI/XII, datando de 1136 o início da construção da abadia do seu nome, próxima do povoado de Alseno, por S. Bernardo [41]. Trata-se aqui de uma trindade com um conceito predominantemente feminino, já que a figura de Deus Pai é agora mulher, Nossa Senhora, que domina a tríade, segurando numa mão a pomba e na outra o menino - a pomba apresenta-se horizontal e o menino transporta numa mão a bola do mundo. Recorda-se uma significação mítica: no livro do Genesis refere-se que foi uma pomba largada por Noé que levava no bico um raminho de oliveira e assim anunciava o fim do Dilúvio, promessa de paz."

http://www.triplov.com/novaserie.revista/numero_07/jose_casquilho/index.html

sábado, 16 de julho de 2011

SEM ESTA CONSCIÊNCIA, QUERIDAS IRMÃS, NÃO VAMOS LONGE...


Olhar para dentro da alma da mulher

A IMPORTÃNCIA DAS RELAÇÕES COM AS NOSSAS ANCESTRAIS...

Olhar para dentro da alma da mulher é ir ao encontro de um sofrimento abafado há milénios...não é tarefa fácil. Por isso estamos aqui, para que juntas percorramos esse caminho da exploração de nós, do inconsciente feminino.

A história, tal como é ensinada, conta só metade da mesma e há nela lacunas imensas, sendo a mais importante, a história vivida e vista pelas mulheres. Esta parte da grande história da humanidade não está escrita em pergaminhos e encontra-se fechada à chave nas nossas memórias individuais e colectivas. Cabe a cada uma de nós ir ao encontro da sua, a da nossa linhagem feminina.

Na minha perspectiva é um trabalho importante a fazer para o resgate do feminino sagrado; como é que na minha família as mulheres se situam, que lugares ocupam elas na dinâmica familiar? Quais foram os legados das minhas antepassadas? O que me foi dito em surdina ou explicitamente sobre os homens, sobre as mulheres? Como me sinto eu na relação que tenho com elas; Com a mãe, com as irmãs, com as avós? E finalmente, o que escolho eu de largar e o que vou eu guardar delas?

Ana Vieira

Publicada por Rosa Leonor Pedro

DESDE QUE DEIXÁMOS DE CULTUAR A RAINHA DOS CÉUS, FICÁMOS SOB A LEI DA ESPADA


“Vieira da Natividade acrescentou às referências da procissão das Candeias na Ataíja: “Por uma tradição cujas origens não atingimos, em todas as casas se fazem filhozes. É como uma prece, um voto à patrona dos olivais que se faz em toda a região serrana. Diz-se que “quem não tem (farinha) que fritar, frita folhinhas de oliveira”. Este costume das mulheres fazerem filhozes a 2 de Fevereiro, era comum às regiões envolventes. Foi uma homenagem à deusa-mãe da Natureza. A Senhora do Fetal (Batalha), é festejada com candeias e também com “cavacas” (bolos de açúcar). Já a Astarté fenícia, que tinha o título de Rainha dos Céus, era cultuada com bolos pelos cananitas (fenícios) e pelos judeus da Grécia e do Egipto em favor da agricultura, no século VII a. C. O livro bíblico de Jeremias, dessa época, até conta a azáfama da feitura dos bolos: “Os filhos apanham a lenha, os pais acendem o fogo e as mulheres amassam a farinha para fazer os bolos à Rainha dos Céus, tudo isto para ofender Yaveh”.

Perante isto, o profeta escreveu uma carta aos maridos para que eles impusessem a disciplina religiosa às mulheres. Mas eles, reunidos em assembleia, responderam ao profeta: “Quanto à mensagem que nos mandaste, sobre as ordens de Yaveh (no que toca aos bolos à Rainha dos Céus), nós nem te queremos ouvir. Pelo contrário: continuaremos a fazer como os nossos pais fizeram. No tempo deles havia pão com fartura, eram felizes e sem nenhuma desgraça. Desde que deixámos de oferecer bolos à Rainha dos Céus, começámos a faltar de tudo e morremos pela espada e pela fome.”*

*citando Franz Cumont, “Las Religiones Orientales y el Paganismo Romano”, Madrid, Akal Universitária, 1987

in “Cinco Mil Anos de Cultura a Oeste”, Moisés Espírito Santo, Assírio & Alvim, 2004

domingo, 3 de julho de 2011

TANIT - UMA DAS DEUSAS DAS NOSSAS ORIGENS FENÍCIAS


Tanit was a Phoenician lunar goddess, worshiped as the patron goddess at Carthage where from the fifth century BCE onwards her name is associated with that of Baal Hammon and she is given the epithet pene baal ("face of Baal"). Tanit and Baal Hammon were worshiped in Punic contexts in the Western Mediterranean, from Malta to Gades into Hellenistic times. In North Africa, where the inscriptions and material remains are more plentiful, she was, as well as a consort of Baal, a heavenly goddess of war, a virginal mother goddess and nurse, and, less specifically, a symbol of fertility. Several of the major Greek goddesses were identified with Tanit. Tanit was also a goddess among the ancient Berber people, and so may be one of the ancestral goddesses of ancient North Africa

Encontrei referências ao seu culto na Nazaré, assim como a Isis

ANTIQUÍSSIMA VIRGEM NEGRA EM PORTUGAL - ANTIGO TEMPLO DE ÍSIS?



Hoje, veio até mim uma fantástica Virgem Negra, aqui bem perto naquele que é, ao que consta, o primeiro santuário mariano da Península Ibérica, o SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA DA NAZARÉ

Jung dizia que as Virgens Negras eram representações de Ísis, cujo culto abrangeu uma vasta área. Haverá alguma relação entre o culto de Ísis e as 7 saias usadas pelas mulheres da Nazaré? Dois dados muito interessantes que encontrei nestes textos da Wikipedia: o Seu culto estendeu-se por todo o mundo greco-romano e Ela era adorada pelos... pescadores!

O local é poderoso e absolutamente fascinante!

A VIRGEM NEGRA

"Centenas de ícones de Maria, mãe de Jesus de Nazaré, possuem as mãos e o rosto negros. Em França, elas são chamadas “Vièrges Noires” e noutros lugares da Europa “Madonas Negras”. Alguns chamam à sua imagem “a Outra Maria”, Carl Jung dizia que eram representações de Ísis e a sua iconografia remonta ao culto pré-histórico da Mãe Terra. Ela possuia analogia com as Deusas Cybele, Diana e Vénus e associações culturais com Kali, Innana e Lilith. Historicamente, Ela foi introduzida pelos cruzados voltando da Palestina e os conquistadores espanhóis levaram-na para o Novo Mundo. Seguindo as tradições esotéricas, os Templários chamavam-lhe Maria Madalena. Como a negra Sara-la-Kali, ela é reverenciada pelos ciganos em todo o mundo, possuindo a sua data e lugares sagrados: 24 de Maio, Sainte- Marie- de- la-Mer , na região francesa da Camargne.
Para os psicólogos modernos, Ela expressa o Feminino Sombrio. Mas independentemente daquilo que Ela possa parecer, ou daquilo que possam dizer dela, o seu culto continua poderoso e exerce uma estranha fascinação em milhões de devotos em todo o planeta. Os Seus lugares sagrados são centros de energia telúrica, enlaçados com as Linhas Ley e a arquitetura sagrada. Desde os tempos remotos até hoje, multidões peregrinam até aos Seus santuários, entregando-se aos seus milagrosos trabalhos de cura, transformação interior e inspiração. A França possui mais de 300 lugares de Virgens Negras e existem mais de 150 outros no mundo.
Nos meios herméticos e pagãos, incluindo a Wicca, Ela é a imagem da sábio ctónica Anciã."

(Autor(a) desconhecid@)

Mais sobre Virgens Negras

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A DIMENSÃO HUMANA ANTES DA DIMENSÃO CÓSMICA


"Penso que a mulher deve resgatar, antes da sua dimensão cósmica, a sua dimensão humana, numa imagem corpo de mulher que a dignifique e devolva a sua integridade...Há muitas mulheres a fugir para uma dimensão espiritual sem resolver os seus conflitos entre a imagem da mulher que os mídea e a cultura em geral lhes oferece de si e as avilta e deforma, e a sua realidade física e psicológica...Muitas mulheres buscam consolo e compensação para o que julgam ser os seus complexos e inibições ou frustrações em terapias ou caminhos espirituais sem primeiro terem consciência do que realmente as oprime e sem se aperceberem sequer do quanto precisam de consciencializar-se do seu ser essencial enquanto Mulher-mulher.
A mulher parte muitas vezes ou quase sempre para a sua busca espiritual sem primeiro entender a sua natureza intrínseca e isso leva-a a viver processos simulados porque a sua estrutura interior e a sua consciência enquanto mulher integral não está activa...Isso acontece sistematicamente porque a mulher estando dividida em estereótipos e fragmentada na sua pessoa, (carregando sempre consigo a imagem da mulher séria e a da pecadora) luta antes de tudo consigo mesma e espelhando essa luta contra as outras mulheres através da competição, do ciúme e da inveja, tal como o faziam com filhos e maridos e pais...fazem-no com os mestres e guias...e mentores."

Rosa Leonor Pedro

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Dominar o Predador


"A mulher que ouve a sua intuição, que percebe os seu sonhos, que ouve a voz interior das velhas e das mulheres guerreiras de sua ancestralidade e que possui o olhar suspeito dos desconfiados, essa sim, é uma ameaça ao predador natural da história e da cultura. Por isso o predador tem medo dela quando ela percebe a violência de seu algoz.

Para dominar esse predador que está dentro dela, e fora dela na sua cultura, ela precisa tomar posse de seu instinto selvagem, de seus poderes intuitivos, de seu ser resistente, ser guerreira, ser questionadora, ter insight, ter tenacidade e personalidade no amor que procura, ter percepção aguçada, ter audição apurada, ouvir os cantos dos mortos, ter sensibilidade, ter alcance de visão, cuidar de seu fogo criativo, ter espiritualidade, mesmo que para tudo isso ela sofra, ela sangre, ela trema, ela se rasgue e grite ou que vá ao fundo do poço do sofrimento humano para renascer mais bela !!!!! É UMA LUTA DELA CONTRA ELA MESMA. O predador natural da história faz com que ela se sinta ESGOTADA, mas mesmo assim ela vence, se quiser vencer. Ela renascida fará renascer também seus descendentes, inclusive os masculinos."
(...)
ELIANE POTIGUARA