Nesta época do ano, Equinócio da Primavera, em que celebramos Trebaruna e outras Deusas solares de outros panteões divinos, lembrar esta que é uma das mais importantes e veneradas até hoje, com o seu mito, santuário e gruta sagrada no Japão.
Amaterasu é uma Deusa do Sol e a Sua história é uma das mais importantes e conhecidas da tradição do Japão. Ela é considerada a ancestral da família imperial japonesa e uma das principais divindades do Xintoísmo, a religião tradicional do país. Esta deusa está ligada ao brilho do sol, à ordem do mundo e ao renascimento da luz.
No mito de Amaterasu, conta-se que a Deusa tinha um irmão tempestuoso,
caótico e impulsivo, Susanoo, divindade do mar e das tempestades. Este, num acesso de
fúria, destruiu os campos e cometeu actos tão violentos, que perturbaram a ordem e chocaram profundamente Amaterasu.
E a Deusa retirou-se do mundo,
escondendo-se na caverna sagrada de Ama-no-Iwato.
Sem o sol, o mundo mergulhou na escuridão total.
As colheitas morreram e o equilíbrio do cosmos foi profundamente alterado.
Desesperadas, as outras divindades reuniram-se
para trazer a luz de volta.
Uma deusa chamada Ame-no-Uzume teve uma ideia:
fez uma dança selvagem e sagrada, cheia de riso e provocação. Os deuses
começaram a rir alto — uma gargalhada que ecoou até à caverna. Curiosa,
Amaterasu abriu ligeiramente a porta para ver o que se passava…
Nesse momento, colocaram diante dela um espelho
sagrado: Yata no Kagami. Ao ver o seu próprio brilho refletido, Amaterasu ficou
fascinada e saiu da caverna. Rapidamente, os Deuses fecharam a entrada, impedindo-A de voltar a esconder-se.
E assim a luz regressou ao mundo.
Amaterasu continua a ser venerada no santuário de Ise Grand Shrine, um dos
lugares mais sagrados do Japão.
