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terça-feira, 12 de abril de 2016

O ETERNO FEMININO OU A ANULAÇÃO DA MULHER REAL


"Woman are sublimated into something symbolic without presence"
(Susana Sidhe Aguilar, Ancient Roots of Goddess Culture)

Referência ao conceito de Eterno Feminino introduzido por Goethe:

“Empurra para o alto poetas e filósofos, ideal de pureza contemplativa, de mulher passiva e vazia de poder, compêndio de nobre feminilidade e canonização do “anjo do lar”, dedicada integralmente a ser a intercessora do homem entre ele e o seu bem-estar, encarnada numa santa ou numa obra de arte, condenada à abnegação, carente de história ou morta em vida. e como se não bastasse, enfrentando eternamente a dicotomia anjo ou monstro, pomba ou serpente, Branca de Neve ou madrasta, em definitivo, “a principal criatura gerada pelo homem, “a mulher criada por, a partir de e para o homem, as filhas dos cérebros, costelas e engenhos masculinos*.”

Angie Simonis, La Diosa: un discurso en torno al poder de las mujeres, aproximaciones al ensayo y la narrativa sobre lo Divino Femenino y sus repercusiones en España; Universidade de Alicante; 2012
*Citando Sandra M. Gilbert e Susan Hubar, La Loca del Desván. La escritora y la imaginación literaria del siglo XIX


 Pré-rafaelitas do século XIX, exprimindo na pintura a mesma sublimação da mulher, a idealização do "anjo do lar", a passividade do túmulo, o epítome da passividade, que leva o nosso poeta Soares de Passos, como era moda na época, a escrever o célebre "Noivado de Sepúlcro" http://www.citador.pt/poemas/o-noivado-do-sepulcro-soares-de-passos

 




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