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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Curso online UM REGRESSO À DEUSA


ARQUÉTIPOS DO FEMININO – UM REGRESSO À DEUSA

Curso online


PORQUÊ A DEUSA?
 Acaso precisamos mesmo de outra divindade, de outra religião, de alguma coisa diferente para venerar?
Se existe um Deus, não deveria existir também uma Deusa? Não é disso que trata a Criação — as energias masculinas e femininas juntando-se para criar vida nova? Sem a mulher não pode existir vida nova.
Se os seres humanos foram criados à semelhança do Criador, e existe apenas um Deus masculino, à imagem de quem foram criadas as mulheres? Se vive numa cultura em que há apenas um Deus masculino e nenhuma Deusa, onde está o modelo para o feminino? Como é que as meninas podem aprender a ser mulheres sem a Deusa? In O Oráculo da Deusa, Amy Sophia Marashinsky

O ARQUÉTIPO

 Arquétipos são padrões, formas nas quais se exprimem naturalmente as forças do universo. Todos os comportamentos femininos, todas as fases da vida da mulher, correspondem a um padrão/Arquétipo que em cada cultura é representado por uma Deusa específica. Todas as culturas tiveram, ou têm ainda, as suas deusas, mesmo que muitas vezes desconheçamos os seus nomes e atributos. No meu caso e no caso do país onde nasci, há apenas alguns anos, eu desconhecia por completo qualquer divindade feminina autóctone ou que aqui tivesse sido cultuada antes do Cristianismo; nunca tinha ouvido falar nem desconfiava que tal pudesse alguma vez ter existido. Mas mal essa possibilidade entrou na minha consciência, informações sobre Elas começaram a surgir das mais variadas fontes.

A PRIMEIRA DIVINDADE

A Deusa foi a primeira divindade a que a humanidade prestou culto, porque a função materna é anterior à paterna. Nas sociedades matriarcais, ou ginecocêntricas, dos primórdios da humanidade, onde um homem não tinha a exclusividade na vida duma mulher, a função de pai era desconhecida. Isso ainda hoje pode ser atestado pela observação dos raros vestígios de matriarcados existentes no mundo, como é o caso do povo Mosuo, no sul da China.

A ASCENSÃO DA DIVINDADE MASCULINA

Progressivamente a situação foi-se invertendo. Com o sistema da propriedade privada, tornou-se imperioso, por razões de transmissão da herança, garantir a “pureza” da linhagem, e a mulher tornou-se propriedade do patriarca, como a terra, o gado e as alfaias agrícolas, sua ajudante e insubstituível tecnologia de reprodução para o cumprimento da célebre injunção de Jeová: “Crescei, multiplicai-vos e dominai a Terra”. As funções sacerdotais que a mulher exercia foram usurpadas e atualmente todas as grandes religiões que dominam o mundo são exclusivamente masculinas. As deusas foram suprimidas, os deuses deixaram de ter parceiras, o acesso à hierarquia religiosa foi vedado à mulher.
Sem uma Deusa à imagem da qual possa ter sido criada, sem padrões de comportamento validados pela existência reconhecida e sacralizada dum Arquétipo/Deusa, como é o caso, por exemplo, de Afrodite e a Sexualidade, a mulher viu-se cortada da sua força e do seu poder, tornando-se o chamado “sexo fraco”. Basicamente, a mulher foi reduzida a uma espécie de escravatura, como todo o povo vencido e colonizado.
É urgente portanto resgatarmos a Deusa e a autoridade espiritual da mulher, e esse resgate apenas nós mulheres o poderemos fazer, valorizando o Feminino e a Mulher, procurando em nós mesmas a Deusa das origens, a Grande Deusa nas suas várias facetas e manifestações, a nossa única fonte de sabedoria feminina profundamente relacionada com a terra e com o corpo e orientada para a criação e a manutenção da Vida.   
O trabalho com os Arquétipos, forças vivas como tudo neste universo, é o trabalho do resgate da força da mulher, sendo o Arquétipo um portal que nos permite o acesso à fonte do nosso próprio poder.
As oito Deusas que selecionei para o nosso trabalho fornecem-nos, na minha perspetiva, inspiração nos principais aspectos da nossa vida de mulheres do século XXI. Eles provêm da cultura grega e correspondem a uma fase já patriarcal, pelo que teremos ocasião de refletir sobre as suas feridas que espelham as nossas.


O CURSO

Durante seis semanas trabalharemos o Arquétipo de uma das 8 Deusas selecionadas do panteão grego, correspondentes às várias fases da vida da mulher.

Atividades:

Leitura da informação disponibilizada
Reflexão orientada por um conjunto de questões
Meditação/visualização
Criação dum altar da Deusa/Arquétipo do Módulo
Atividades práticas que apelam à criatividade de cada participante.
As datas em que enviarei as propostas de trabalho de cada um dos Módulos, bem como aquela em que a sua resolução deverá chegar até mim serão conhecidas previamente por cada participante.
Estarei aberta e disponível para responder a qualquer questão que vá surgindo, quer a nível dos materiais enviados, quer a nível pessoal.

Será fornecida uma lista com a bibliografia aconselhada.

email de contacto: jardimdashesperidestemplo@gmail.com