ARQUÉTIPOS DO FEMININO – UM REGRESSO À DEUSA
Curso online
PORQUÊ A DEUSA?
Acaso precisamos mesmo de outra divindade, de
outra religião, de alguma coisa diferente para venerar?
Se existe um Deus, não
deveria existir também uma Deusa? Não é disso que trata a Criação — as energias
masculinas e femininas juntando-se para criar vida nova? Sem a mulher não pode
existir vida nova.
Se os seres humanos
foram criados à semelhança do Criador, e existe apenas um Deus masculino, à
imagem de quem foram criadas as mulheres? Se vive numa cultura em que há apenas
um Deus masculino e nenhuma Deusa, onde está o modelo para o feminino? Como é
que as meninas podem aprender a ser mulheres sem a Deusa? In O Oráculo da Deusa, Amy Sophia
Marashinsky
O ARQUÉTIPO
Arquétipos são
padrões, formas nas quais se exprimem naturalmente as forças do universo. Todos
os comportamentos femininos, todas as fases da vida da mulher, correspondem a um
padrão/Arquétipo que em cada cultura é representado por uma Deusa específica.
Todas as culturas tiveram, ou têm ainda, as suas deusas, mesmo que muitas vezes
desconheçamos os seus nomes e atributos. No meu caso e no caso do país onde
nasci, há apenas alguns anos, eu desconhecia por completo qualquer divindade
feminina autóctone ou que aqui tivesse sido cultuada antes do Cristianismo;
nunca tinha ouvido falar nem desconfiava que tal pudesse alguma vez ter existido.
Mas mal essa possibilidade entrou na minha consciência, informações sobre Elas
começaram a surgir das mais variadas fontes.
A PRIMEIRA DIVINDADE
A Deusa foi a primeira divindade a que a humanidade prestou
culto, porque a função materna é anterior à paterna. Nas sociedades
matriarcais, ou ginecocêntricas, dos primórdios da humanidade, onde um homem
não tinha a exclusividade na vida duma mulher, a função de pai era
desconhecida. Isso ainda hoje pode ser atestado pela observação dos raros
vestígios de matriarcados existentes no mundo, como é o caso do povo Mosuo, no
sul da China.
A ASCENSÃO DA DIVINDADE MASCULINA
Progressivamente a situação foi-se invertendo. Com o sistema
da propriedade privada, tornou-se imperioso, por razões de transmissão da
herança, garantir a “pureza” da linhagem, e a mulher tornou-se propriedade do
patriarca, como a terra, o gado e as alfaias agrícolas, sua ajudante e
insubstituível tecnologia de reprodução para o cumprimento da célebre injunção
de Jeová: “Crescei, multiplicai-vos e dominai a Terra”. As funções sacerdotais
que a mulher exercia foram usurpadas e atualmente todas as grandes religiões
que dominam o mundo são exclusivamente masculinas. As deusas foram suprimidas,
os deuses deixaram de ter parceiras, o acesso à hierarquia religiosa foi vedado
à mulher.
Sem uma Deusa à imagem da qual possa ter sido criada, sem
padrões de comportamento validados pela existência reconhecida e sacralizada dum
Arquétipo/Deusa, como é o caso, por exemplo, de Afrodite e a Sexualidade, a
mulher viu-se cortada da sua força e do seu poder, tornando-se o chamado “sexo
fraco”. Basicamente, a mulher foi reduzida a uma espécie de escravatura, como todo
o povo vencido e colonizado.
É urgente portanto resgatarmos a Deusa e a autoridade
espiritual da mulher, e esse resgate apenas nós mulheres o poderemos fazer, valorizando
o Feminino e a Mulher, procurando em nós mesmas a Deusa das origens, a Grande
Deusa nas suas várias facetas e manifestações, a nossa única fonte de sabedoria
feminina profundamente relacionada com a terra e com o corpo e orientada para a
criação e a manutenção da Vida.
O trabalho com os Arquétipos, forças vivas como tudo neste
universo, é o trabalho do resgate da força da mulher, sendo o Arquétipo um
portal que nos permite o acesso à fonte do nosso próprio poder.
As oito Deusas que selecionei para o nosso trabalho
fornecem-nos, na minha perspetiva, inspiração nos principais aspectos da nossa
vida de mulheres do século XXI. Eles provêm da cultura grega e correspondem a
uma fase já patriarcal, pelo que teremos ocasião de refletir sobre as suas feridas
que espelham as nossas.
O CURSO
Durante seis semanas trabalharemos o Arquétipo de uma das 8
Deusas selecionadas do panteão grego, correspondentes às várias fases da vida
da mulher.
Atividades:
Leitura da informação disponibilizada
Reflexão orientada por um conjunto de questões
Meditação/visualização
Criação dum altar da Deusa/Arquétipo do Módulo
Atividades práticas que apelam à criatividade de cada
participante.
As datas em que enviarei as propostas de trabalho de cada um
dos Módulos, bem como aquela em que a sua resolução deverá chegar até mim serão
conhecidas previamente por cada participante.
Estarei aberta e disponível para responder a qualquer questão
que vá surgindo, quer a nível dos materiais enviados, quer a nível pessoal.
Será fornecida uma lista com a bibliografia aconselhada.








