O poder da Deusa, que se manifesta por meio das mulheres, é uma matriz emocional que convida a uma fusão ou simbiose inconsciente e transmite uma sensação de chegada a casa.Jean Shinoda Bolen
“Creio que iniciaticamente, toda a mulher nasce uma segunda vez de outra mulher que não é a sua mãe. Pela confiança noutra mulher, que já não é vista como uma rival, ela reconhece o seu feminino, abre-se a uma outra dimensão de amor." Paule Salomon
Imagem: a Astróloga Maria Flávia de Monsaraz, que ajudou já muitas mulheres a renascerem...
"As Mães de Transição pretendem constituir-se rede de apoio local e ao mesmo tempo família alargada. Assim, existe uma componente concreta, prática, de resolução concreta de problemas, de dificuldades ou do puro e simples isolamento que faz tão mal. E existe uma outra componente mais de carácter emocional, que pressupõe o estreitamento de laço e a continuidade no tempo.
Assim, quem procura uma pessoa amiga encontra. Quem precisa de apoio com os filhos, encontra. Quem precisa de resolver questões da casa, das compras, do dia-a-dia; encontra. E quem imagina projectos mas não tem contexto, nem enquadramento e precisa de formar equipa com pessoas dentro do mesmo comprimento de onda... encontra.
As mulheres juntas sem competir são uma força extremamente poderosa, porque utilizam a empatia como ferramenta de rede e coisas espantosas acontecem quando dezenas de pessoas utilizam a Empatia como forma de estar na vida.
As mulheres juntas, em apoio mútuo, deixam de sentir solidão, desamparo. Deixam de ter de pôr tudo em causa e a elas mesmas. Podem curtir a vida. Podem ter coragem. Podem cuidar dos filhos com alegria. É por isso que ajudar uma mãe a sentir-se bem, é ajudar uma família inteira e com isso novos valores de integração na próxima geração.
Ajudar uma mãe a sentir-se bem, não é ser terapeuta dela, ou conselheira, ou psico-analista. é ser IGUAL. É ser igual no essencial, no fundo de tudo o que realmente importa. É por isso que apostamos na aceitação, na partilha, da importância de todos os pequenos gestos, sem cobrar, sem querer mudar a outra pessoa, sem querer nada que não seja participar com alegria num projecto de companhia.
Isto passa por trabalharmos estes valores, divulgamos estes valores, e mantermos uma relação estreita, com apoios, iniciativas e envolvimento; nos quais esta forma de estar vá encontrando cada vez mais raízes e mais fortes, dentro do coração de mulher e de mãe, de cada uma de nós.
Esta é a minha visão. Quem quiser participar nisto comigo é bem vindo, precisamente por isso: - Porque juntas somos incrivelmente mais fortes.
Aceitam-se colaborações concretas em todo país e mesmo fora do país. Entrem em contacto com 92 778 36 02 ou mail maesdetransicao@gmail.com http://participarnasmaes.blogspot.com/ "
Ela conquistou o Oscar por Butterfield 8
"Butterfield 8 foi a minha bíblia. Elizabeth não queria fazer esse filme. Odiou o papel durante toda sua vida. Mas Butterfield 8 significou tudo para mim como adolescente. O filme formou muitas das minhas ideias sobre a tradição pagã que nos chegou da Babilônia e sobreviveu à violenta investida cristã na Idade Média. A primeira vez que você a vê no filme, naquela combinação apertada, colada no corpo, é fascinante. O vestido jogado no chão, ela escova os dentes com uísque, vai para diante do espelho e escreve, raivosamente, "não estou à venda" com batom. Para mim ela representava o poder supremo da mulher sexual. Houve um grande ataque feminista contra o símbolo sexual de Hollywood como se fosse mero objeto, uma commodity, passivo diante do olhar masculino. Isso é estupidez. Em Butterfield 8 há uma cena no bar em que ela está usando um vestido preto e brigando com Laurence Harvey. Ele a agarra pelo braço e ela pisa no pé dele com o salto fino do sapato. É o macho versus a fêmea - um jogo feroz em pé de igualdade. Ele é forte, mas ela também é. Essa cena mostra o poder e a intensidade da heterossexualidade, com todas as suas tensões e conflitos. Mostra também quão terrível é o cinema de Hollywood atual - com seu sexo falso e manufaturado. Butterfield 8 crepita de erotismo por causa da distância psicológica e a atração animal entre o macho e a fêmea. O filme captura as complexidades e lutas da sexualidade - tudo isso foi perdido neste nosso período de mudança de gênero fácil. A era das grandes rainhas do cinema acabou. Sharon Stone teve seu momento estelar em Instinto Selvagem. Não só na famosa cena do interrogatório na delegacia de polícia, mas em todas as outras ela comandou o sexo e a câmera. Ali, tive um breve momento de esperança: será que o sexo finalmente voltou a Hollywood? Mas não, eles jamais apresentaram novamente alguma coisa boa como essa para Sharon Stone."
Me sentindo vazia
Fria
Nua
Fui pra rua
Respirar a Lua
E me vestir de pérolas
E ao raiar do dia
Eu vi Maria
Saindo pra luta
Pra labuta
De toda manhã
De toda tarde
De toda noite
Pra todo gosto
Todo desgosto
Pra qualquer troço
Qualquer troco
Na valentia
Trazer o pão-nosso
De cada dia
Na fábrica
Na calçada
Na empresa
Na mesa
Na cama
Na casa
Na carga
Da dupla jornada
Eu vi Maria
Na tia
Na avó
Na empregada
Na doce amada
Na inocente
Na demente
Na vadia
Eu vi Maria...
Há muitas eras
Em muitas terras
Com muitos nomes
Sagrada
Consagrada
És Senhora da Terra
Senhora das Águas
Senhora dos Céus
Senhora do Mar
Senhora do Escuro
Senhora da Luz...
Me olho no espelho
Me acho sem graça
E o que vejo é Maria
Cheia de graça
Sorrindo pra mim...
Maria dos montes
Das fontes
Das brumas
Maria pagã
Maria cristã
Maria das virgens
Maria das santas
Das meretrizes
Das cicatrizes
Guardadas na alma
Maria que acalma
As filhas
As mães
As avós
Velai por nós...
O que nós somos muitas vezes é garotas boazinhas, com medo de fazer errado, de DESAGRADAR, de apanhar…
Então tu podes, tu deves quebrar essa imagem, esse espelho, gritar, barafustar. SER EXCESSIVA! SER TU MESMA, de forma egoísta, autocentrada, emocional…
Depois de saberes que podes ser tudo, agradar e desagradar, calar e falar, gritar e cantar… depois disso, e só depois disso, tu podes começar a sentir o que é melhor para ti, o que te desequilibra e equilibra, a ouvir o silêncio, a intuição que é exactamente abrires-te, depois de teres feito silêncio, para a grande mente cósmica…
Agora não penses que o consegues fazer antes de teres explorado os teus territórios e reclamado a sua posse… Vais ficar como uma panela de pressão prestes a explodir à primeira oportunidade, uma bomba relógio…
"As mulheres honram o seu Caminho Sagrado quando se dão conta do conhecimento intuitivo inerente à sua natureza receptiva. Ao confiar nos ciclos dos seus corpos e permitir que as sensações venham à tona dentro deles, as mulheres vêm sendo videntes e oráculos das suas tribos há séculos. As mulheres precisam de aprender a amar, compreender, e desta forma, curarem-se umas às outras. Cada uma delas pode penetrar no silêncio do próprio coração para que lhe seja revelada a beleza do recolhimento e da receptividade.
O verdadeiro sentido dessa conexão ficou perdido no nosso mundo moderno. Na minha opinião, muitos dos problemas que as mulheres enfrentam, relacionados com os órgãos sexuais, poderiam ser aliviados se elas voltassem a respeitar a necessidade de retiro e de religação com a sua verdadeira Mãe e Avó, que vêm a ser respectivamente a Terra e a Lua." Jamie Sams
“Se você, Mulher, Mãe, jovem ou anciã ouve esse chamamento...
Moço, cuidado com ela! Há que se ter cautela com esta gente que menstrua... Imagine uma cachoeira às avessas: Cada ato que faz, o corpo confessa. Cuidado, moço Às vezes parece erva, parece hera Cuidado com essa gente que gera Essa gente que se metamorfoseia Metade legível, metade sereia. Barriga cresce, explode humanidades E ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar Mas é outro lugar, aí é que está: Cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita.. Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente Que vai cair no mesmo planeta panela. Cuidado com cada letra que manda pra ela! Tá acostumada a viver por dentro, Transforma fato em elemento A tudo refoga, ferve, frita Ainda sangra tudo no próximo mês. Cuidado moço, quando cê pensa que escapou É que chegou a sua vez! Porque sou muito sua amiga É que tô falando na "vera" Conheço cada uma, além de ser uma delas. Você que saiu da fresta dela Delicada força quando voltar a ela. Não vá sem ser convidado Ou sem os devidos cortejos.. Às vezes pela ponte de um beijo Já se alcança a "cidade secreta" A atlântida perdida. Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela. Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas Cai na condição de ser displicente Diante da própria serpente Ela é uma cobra de avental Não despreze a meditação doméstica É da poeira do cotidiano Que a mulher extrai filosofando Cozinhando, costurando e você chega com mão no bolso Julgando a arte do almoço: eca!... Você que não sabe onde está sua cueca? Ah, meu cão desejado Tão preocupado em rosnar, ladrar e latir Então esquece de morder devagar Esquece de saber curtir, dividir. E aí quando quer agredir Chama de vaca e galinha. São duas dignas vizinhas do mundo daqui! O que você tem pra falar de vaca? O que você tem eu vou dizer e não se queixe: Vaca é sua mãe, de leite. Vaca e galinha... Ora, não ofende, enaltece, elogia: Comparando rainha com rainha Óvulo, ovo e leite Pensando que está agredindo Que tá falando palavrão imundo. Tá, não, homem. Tá citando o princípio do mundo!
“O povo amava as senhoras pejadas. Ardentemente as veneravam as mulheres. Orando por uma hora “breve”, uma “hora pequenina”, um “bom sucesso” no parto. Apelando à Senhora como seu princípio, o princípio feminino no céu.”
“A Senhora Mãe acalentando o seu filho. Nos braços. No regaço. Ao seio, nessas quase desconhecidas Senhoras do Leite. Mas, além destas imagens expostas, divulgadas, outras há. Durante anos e anos estiveram escondidas. Foram veladas. Foram enterradas. E até destruídas: são imagens das virgens pejadas, prenhadas, as senhoras do Ó ou da Expectação. Virgens grávidas. O repúdio oficial que as atingiu é significativo do que Simone de Beauvoir chama “a repugnância do cristianismo pelo corpo feminino” que “é tal que consente em votar o seu deus a uma morte ignominiosa, mas afasta-o da "mancha” do nascimento”.