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quarta-feira, 30 de março de 2011

Nasci no dia dedicado a Ártemis, Druantia e Ishtar...

O ANUÁRIO DA GRANDE MÃE Já tenho, é da Mirella Faur. Tive de pedir que mo trouxessem do Brasil."O mais completo estudo sobre a Deusa publicado em língua portuguesa". As deusas de cada mês, de cada celebração da Roda do Ano, de cada dia. Mirella Faur é uma das minhas autoras preferidas sobre este assunto.
29 de Março

"Delphinia ou Ártemis Soteira, celebração grega da deusa virgem lunar Ártemis, protetora dos recém-nascidos e dos animais.


Comemoração de Druantia, a deusa celta da fertilidade, da paixão e da sexualidade. Era tida como a Senhora das Árvores, sendo-lhe creditada a invenção de "Calendário das Árvores", o poder do conhecimento e da criatividade. Os Druidas, posteriormente, associaram este calendário ao alfabeto ogâmico, criado pelo deus Ogma, bardo da tribo dos seres sobrenaturais Tuatha de Danann, detentor da eloquência e inspiração artística.


Festival de Ishtar, a versão assíria da deusa suméria Inanna, contendo em si a complexidade das qualidades femininas: a alegre donzela, a mãe benevolente, a guerreira altiva, a amante instável, a conselheira sábia e a anciã severa.


Invoque a deusa Ishtar ao cair da noite, procurando conectar-se ao planeta Vénus. Medite sob a forma como está a viver a sua feminilidade. reforce os atributos que lhe são necessários na sua fase atual, preservando sempre a sua independência e auto-suficiência.

domingo, 27 de março de 2011

ALTARES

ANUKET - DEUSA VIRGEM


A MULHER LIVRE É FIEL AO "ARQUÉTIPO DA DEUSA VIRGEM"

"A Deusa Anuket está associada à Lua Crescente e a característica da Deusa desta fase é ser virgem. Mas virgem, no sentido de ser essencialmente uma-em-si-mesma. Isto explica o porquê de ser considerada uma Deusa andrógina. Ela não é, portanto, a contraparte feminina dum deus masculino. Ao contrário, ela tem um papel próprio. Ela é a mais Antiga e Eterna, a Mãe do deus Ra e Mãe de todas as coisas.

Da mesma forma, a mulher contemporânea que incorpora o arquétipo de Anuket é "virgem" na sua conotação psicológica. Uma mulher que é dependente do que outras pessoas pensam, o que a faz dizer e fazer coisas que realmente não aprova, não é virgem no sentido do termo. A mulher virgem é livre para ser como deseja. Ela é o que é.

Mas romper leis convencionais, não pode levá-la ao egocentrismo, pois deste modo a cura seria pior que a doença. Mas, como pode então a mulher libertar-se da sua orientação egocêntrica? Quando buscar objetivos não-pessoais e relacionar-se corretamente com a sua Deusa Interior, terá como resultado a libertação do egotismo e do egoísmo. Ela deixará então de ser vista como uma egoísta, para consolidar uma personalidade de significação mais profunda. Para tanto, deve ser conhecedora dos ensinamentos antigos da Deusa. É entendendo a conceção primitiva das deidades lunares, que eram tanto provedoras da fertilidade, como destruidoras da vida, que poderemos incorporar os princípios femininos das Deusas, tornando-nos então, "virgens", uma-em-si-mesma. "

Rosane Volpatto, através de Rosa Leonor Pedro (adaptado).

ANUKET : SIGNIFICA AQUELA QUE ABRAÇA...


Imagem: Google

terça-feira, 22 de março de 2011

Morgana


Irmã, amante, sacerdotisa, maga, rainha

"Em vida, chamaram-me de muitas coisas: irmã, amante, sacerdotisa, maga, rainha. O mundo das fadas afasta-se cada vez mais daquele em que Cristo predomina. Nada tenho contra o Cristo, apenas contra os seus sacerdotes, que chamam a Grande Deusa de demónio e negam o seu poder no mundo. Alegam que, no máximo, esse seu poder foi o de Satã. Ou vestem-na com o manto azul da Senhora de Nazaré que realmente foi poderosa, ao seu modo, que, dizem, foi sempre virgem. Mas o que pode uma virgem saber das mágoas e labutas da humanidade? "

in AS BRUMAS DE AVALON
Imagem: Google

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

COMO MANTER UM RELACIONAMENTO

Vídeo legendado, em que Abraham/Hicks nos lembra que o nosso mal nos relacionamentos é esperarmos demais da outra pessoa, dando ao príncipe ou à princesa encantada demasiada importância... Muito bom.

sábado, 29 de janeiro de 2011

VOCÊ É SELVAGEM O SUFICIENTE?


Sua beleza é arisca, arredia aos modismos. Ela encanta por um não-sei-quê indefinível... mas que também agride o olhar.
É um tipo raro e não tem habitat definido: vive em Catmandu, mora no prédio ao lado ou se mudou ontem para Barroquinha.
E não deixou o endereço. É ela, a mulher selvagem. Em quase tudo ela é uma mulher comum: pega metrô lotado, aproveita
as promoções, bota o lixo para fora e tem dia que desiste de sair porque se acha um trapo. Porém em tudo que faz exala um
frescor de liberdade. E também dá arrepios: você tem a impressão que viu uma loba na espreita. Você se assusta, olha de novo...
e quem está ali é a mulher doce e simpática, ajeitando dengosa o cabelo, quase uma menininha. Mas por um segundo você viu a loba, viu sim. É a mulher selvagem.
A sociedade tenta mas não pode domesticá-la, ela se esquiva das regras. Quando você pensa que capturou, escapole feito água entre os dedos. Quando pensa que finalmente a conhece, ela surpreende outra vez. Tem a alma livre e só se submete quando quer. Por isso escolhe seus parceiros entre os que cultuam a liberdade. E como os reconhece? Como toda loba, pelo cheiro, por isso é bom não abusar de perfumes. Seu movimento tem graça, o olhar destila uma sensualidade natural... mas, cuidado, não vá passando a mão. Ela é um bicho, não esqueça. Gosta de afago mas também arranha.
Repare que há sempre uma mecha teimosa de cabelo: é o espírito selvagem que sopra em sua alma a refrescante sensação de estar unida à Terra. É daí que vem sua força e beleza. E sua sabedoria instintiva. Sim, ela é sábia, pois está em harmonia com
os ritmos da Natureza. Por isso conhece a si mesma, sabe dos seus ciclos de crescimento e não sabota a própria felicidade.
Como todo bicho ela respeita seu corpo mas nem sempre resiste às guloseimas. Riponga do mato, gabriela brejeira? Não necessariamente, a maioria vive na cidade. E há dias paquera aquele pretinho básico da vitrine. E adora dançar em noite de lua. Ah, então é uma bruxa... Talvez, ela não liga para rótulos. Sabe que a imensidão do ser não cabe nas definições. Mulheres gostam de fazer mistério. Ela não, ela é o mistério. Por uma razão simples: a mulher selvagem sabe que a vida é uma coisa assombrosa e perfeita, e viver, o mais sagrado dos rituais. Ela sente as estações e se movimenta com os ventos, rindo da chuva e chorando com os rios que morrem. Coleciona pedrinhas, fala com plantas e de uma hora para outra quer ficar só, não insista. Não, ela não é uma esotérica deslumbrada mas vive se deslumbrando: com as heroínas dos filmes, aquela livraria nova, um presente inesperado... Ela se apaixona, sonha acordada e tem insônia por amor. As injustiças do mundo a angustiam mas ela respira fundo e renova sua fé na humanidade. Luta todos os dias por seus sonhos, adormece em meio a perguntas sem respostas e desperta com o sussurro das manhãs em seu ouvido, mais um dia perfeito para celebrar o imenso mistério de estar vivo.

Ela equilibra em si cultura e natureza, movendo-se bela e poética entre os dois extremos da humana condição. Ela é rara, sim, mas não é uma aberração, um desvio evolutivo. Pelo contrário: ela é a mais arquetípica e genuína expressão da feminilidade, a eterna celebração do sagrado feminino. Ela está aí nas ruas, todos os dias. A mulher selvagem ainda sobrevive em todas as mulheres mas a maioria tem medo e a mantém enjaulada. Ela é o que todas as mulheres são, sempre foram, mas a grande maioria esqueceu.
Felizmente algumas lembraram. Foram incompreendidas, sim, mas lamberam suas feridas e encontraram o caminho de volta à sua própria natureza. Esta crônica é uma homenagem a ela, a mulher selvagem, o tipo que fascina os homens que não têm medo do feminino. Eles ficam um pouco nervosos, é verdade, quando de repente se vêem frente a frente com um espécime desses. Por isso é que às vezes sobem correndo na primeira árvore. Mas é normal. Depois eles descem, se aproximam desconfiados, trocam os cheiros e aí... Bem, aí a Natureza sabe o que faz.

Ricardo Khelmer
(através de Grimoire Marques, grupo Mulheres & Deusas, Facebook)
Imagem: Adriana Calcanhoto

sábado, 1 de janeiro de 2011

Síndrome de Cinderela


"Lembra da Cinderela, aquela que durante o dia lavava, passava, limpava e cozinhava, tomava conta das irmãs e ainda satisfazia a todos os desejos da madrasta má? Pois é, e não é que a danada ainda tinha pique pra se embonecar toda, sapatinho de cristal e tudo, enfiar-se em uma abóbora e dançar com o príncipe a noite inteira?
Bem, a noite inteira não, só até a meia-noite, porque até a Cinderela tinha lá os seus limites, impostos pela fada-madrinha, diga-se de passagem, porque se fosse por ela ficava no arrasta-pé até o dia clarear. Vai ter disposição assim lá na casa do chapéu!
Pois contaram essa história pra gente quando a gente ainda era menininha, só que algumas de nós acabaram levando isso ao pé da letra, achando que ser como a Cinderela era formidável e seguem arrastando esse pesado fardo vida afora. São as ditas perfeccionistas: exigentes ao extremo consigo mesmas, nunca se poupando de esforços incomensuráveis e sobre-humanos pra fazer tudo da forma mais impecável possível, mas frequentemente indulgentes com as imperfeições alheias.
Aos vinte e tantos anos eu surtei, só faltava babar e chamar urubú de meu louro, e a explicação psicanalítica pra coisa era que eu "me esforçava tanto pra cumprir todos os meus papéis que acabava não dando espaço pra mim mesma".
Toma, besta, vai ficar aí tentando ser a melhor funcionária, melhor esposa, melhor mãe, melhor dona-de-casa, melhor tudo-que-há, que você também vai ter o seu! Temos que entender que somos apenas humanas e que se nossa opção foi desenvolver a nossa carreira, marido que nos desculpe mas a casa vai permanecer alguns anos (até a gente se aposentar, pelo menos) nesse estado assim beirando a zona. E se a bagunça o incomoda tanto, ele que é tão profissional quanto nós que se digne a vir pra casa mais cedo dispensando suas sagradas cervejinhas depois do escritório e peque no cabo da vassoura, ora essa! E nem me pergunte o-que--é-que-eu-faço-com-essa-vassoura-agora com essa cara de paspalho que senão eu dou uma daquelas respostas que no fim dão em divórcio!
E se a gente optou por ter filhos, o chefe vai ter a santa paciência de aturar aí uns atrasos de vez em quando, porque afinal quem é que supre o mercado de trabalho com mais e mais trabalhadores? Nós aqui, né? E se eles morrerem todos porque a mãe tinha que trabalhar e não podia levar ao médico, a longo prazo esse país aqui vai pras cucuias, não vai não? Então...
E claro que se o almoço atrasar porque a gente estava no cabeleireiro, nosso querido esposo vai ter que aprender pra que servem aqueles botõezinhos lá do microondas, que não tem controle remoto, não senhor. E fazer uma saladinha pra esperar a mulher de vez em quando também não mata ninguém nem cai a mão, não senhor.
É, amiga, pode doer a consciência um pouco no começo, mas a gente vai ter que se acostumar a estabelecer prioridades (as nossas, não as deles) e fazer sempre o que for mais importante, sem culpas por deixar o resto assim na base do deus-dará. Fazer tudo ao mesmo tempo a gente já viu que não dá, e seria desumano ao menos tentar, então relaxa e goza a vida!"

(por Zailda Mendes)
Publicado por Susana Vitorino em Mulheres & Deusas.

Bênçãos para 2011!


Terminou aquele que foi para mim um grande ano de descoberta e aprofundamento da questão do Sagrado Feminino. Muita coisa aconteceu nesse domínio na minha vida e acontecerá no ano que agora começou, estou certa. Uma das coisas boas foi o workshop que concebi "A Deusa no Coração da Mulher", uma experiência que adorei . Outra foram as minhas viagens, a Findhorn e à Conferência da Deusa em Madrid. Foi ainda ter conhecido mulheres tão carismáticas e fabulosas como Starhawk, Kathy Jones, Vicky Noble... Foi ter lido "La Femme Celte", de Jean Markale. Foi ter meditado, rezado, caminhado na natureza, criado altares e rituais... Foi ter continuado o meu trabalho com o Método Louise Hay.

Por tudo isto e muito mais, estou muito grata à Vida, a Deus/Deusa. A minha gratidão também para aquelas e aqueles que me visitam aqui. Que o novo ano traga muitas bênçãos para todas e todos.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A DEUSA DO DISCO DE PRATA




“Tu, que deambulas por muitos lugares sagrados e és reverenciada com diferentes rituais;
Tu, cuja luz suave clareia o caminho dos viajantes e nutre as sementes escondidas sob a terra; Tu, que controlas o caminho do Sol e até mesmo a intensidade dos seus raios,
Eu Te imploro, chamando todos os Teus nomes e todos os Teus aspectos,
Eu Te invoco com todas as cerimónias que Te foram dedicadas,
vem a mim e traz-me repouso e paz”


Apuleio, "O Asno Dourado"

"Para a nossa mentalidade atual, baseada em valores solares, pode parecer estranha a afirmação do escritor romano Apuleio (século I) sobre o controlo exercido pela Lua na trajetória e intensidade dos raios do Sol.
No entanto, se voltarmos para o início da história da humanidade, podemos constatar a maior relevância simbólica e mitológica da Lua, bem como a antiguidade dos cultos lunares em relação aos valores e cultos solares. Na Caldeia, os astrólogos ignoravam o Sol e fundamentaram o seu sistema nos movimentos da Lua. Até hoje, na astrologia védica, o peso da interpretação recai sobre o signo lunar natal, os meses são denominados “mansões lunares” e caracterizados pela posição da Lua cheia na respectiva mansão.


Os cultos lunares tiveram origem no paleolítico e os primeiros calendários conhecidos foram os lunares, baseados no ciclo menstrual da mulher. O mais antigo calendário astrológico conhecido foi criado pelos babilónios e chamava-se “As casas da Lua”, estabelecido a partir do ciclo de lunação, com os seus períodos mensais representados pelos signos zodiacais. A principal deusa lunar da Babilónia era Ishtar, cujo cinturão era enfeitado com representações e símbolos do zodíaco.


Inúmeros artefactos neolíticos talhados em pedra, chifre e osso, encontrados em grutas espalhadas por vários países na Europa e Ásia têm inscrições agrupadas em séries alternadas de 28 a 30 traços, demonstrando o antigo conhecimento astronómico dos ciclos lunares. Atualmente está sendo cada vez mais divulgado e utilizado o calendário lunar do povo Maia, com base no ciclo das treze lunações que formam um ciclo solar.


Desde os mais remotos tempos, a Lua foi reverenciada como a manifestação da Grande Mãe Universal, o aspecto feminino da Divindade, a fonte criadora e sustentadora da vida, cuja luz e bênção eram invocadas nos rituais de


fertilidade, no plantio das sementes e no parto das crianças. As suas fases passaram a simbolizar o próprio ciclo da gestação, nascimento, crescimento mas também o amadurecimento, decadência e morte. As suas faces clara e escura foram consideradas os aspectos doadores da vida e destruidores da natureza – a Mãe sendo tanto a Criadora como a Ceifadora.



A Lua foi venerada sob inúmeros nomes nas várias tradições e culturas antigas. Apesar desta diversidade, existe uma similitude em relação aos seus atributos de acordo com as suas fases. A Lua crescente representava a vitalidade da Deusa jovem, o frescor da Donzela, o potencial do crescimento, o início das realizações. Tornando-se cheia, a Lua personifica o ventre grávido da Mãe, o florescimento e abundância da natureza, a concretização das possibilidades. Ao minguar, a Lua assume o aspecto de Anciã, assinalando o fim da colheita, o declínio das energias, a sábia preparação para conhecer os mistérios da morte e do renascimento.
Dificilmente se encontra nas várias mitologias uma única deusa que sintetize a inteira gama do simbolismo lunar. Nos panteões grego e celta, existem inúmeras deusas lunares com características específicas relacionadas aos atributos das fases e representando os arquétipos da Donzela, da Mãe e da Anciã.


Uma Deusa celta pouco conhecida é Arianrhod, descrita na coletânea de textos galeses “Mabinogion” como “A Senhora da Roda de Prata”. Vivendo na longínqua terra encantada de Caer Sidi, ela personificava uma antiga Deusa Mãe celeste, regente da constelação estelar Corona Borealis, cujo nome em galês era “Caer Arianrhod” , ou seja, “O castelo girante de Arianrhod”.
O mito de Arianrhod é muito complexo, com elementos contraditórios e de difícil compreensão, denotando as deturpações decorrentes da interpretação das antigas lendas da tradição oral dos bardos, pelos monges e historiadores cristãos. Há, no entanto, uma passagem muito interessante que descreve de forma metafórica e pitoresca uma mescla de atributos da Deusa como Donzela e Mãe escura. Filha da deusa da terra Don, Arianrhod foi chamada pelo Deus celeste Math para ser sua acompanhante (na verdade, seu dever era segurar os pés do Deus no seu colo enquanto ele descansava). A condição essencial deste encargo era a virgindade da candidata. Mas, ao ser testada pelo bastão mágico de Math, Arianrhod de repente deu a luz à gémeos – um, bem formado, Dylan, que se foi arrastando para o mar (onde se transformou depois em um deus marinho), e outro, ainda em estado embrionário. Arianrhod desapareceu, mas antes amaldiçoou este filho para que ele não tivesse jamais um nome, não pudesse usar armas nem casar. Na cultura celta, era a mãe que dava o nome e abençoava o seu filho nestes rituais de passagem. No presente mito, a criança foi adotada pelo irmão de Arianrhod, o mago Gwydion, que, no devido tempo, conseguiu ludibriar Arianrhod e, usando de recursos mágicos, a convenceu a dar um nome ao filho e permitir-lhe usar armas. O nome Llew Llaw Gyffes, “o brilhante, luminoso e habilidoso”, era o mesmo nome dum famoso herói celta Lugh, personificação dum antigo deus solar. Comprova-se, assim, por metáforas e intrincados simbolismos celtas, a antiguidade das divindades e cultos lunares, a Lua representando as tradições matrifocais da Deusa que deram origem aos cultos e mitos solares posteriores.



Na Ásia - Ocidental e Menor - durante séculos foram reverenciadas inúmeras Deusas Mãe, algumas delas com características lunares. Na Suméria e na Babilónia, a Deusa Anath, Anunith ou Antu era conhecida como a “Senhora da Lua, do Céu e das Montanhas”, representada por um disco prateado com oito raios. Assim como Arianrhod, ela reunia as qualidades da Donzela – regendo o plantio das sementes e o crescimento dos brotos e da Mãe – quando desce para o mundo subterrâneo para resgatar o seu filho/consorte da escura morada de Mot, o deus da morte, e regenera a terra seca com a chuva fertilizadora.
Posteriormente, os atributos de Anath foram absorvidos no mito e no culto de outras deusas, como Ashtar, Astarte e Asherah."



Mirella Faur


Imagens: Google