Vídeo legendado, em que Abraham/Hicks nos lembra que o nosso mal nos relacionamentos é esperarmos demais da outra pessoa, dando ao príncipe ou à princesa encantada demasiada importância... Muito bom.
O poder da Deusa, que se manifesta por meio das mulheres, é uma matriz emocional que convida a uma fusão ou simbiose inconsciente e transmite uma sensação de chegada a casa.Jean Shinoda Bolen
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
VOCÊ É SELVAGEM O SUFICIENTE?

Sua beleza é arisca, arredia aos modismos. Ela encanta por um não-sei-quê indefinível... mas que também agride o olhar.
É um tipo raro e não tem habitat definido: vive em Catmandu, mora no prédio ao lado ou se mudou ontem para Barroquinha.
E não deixou o endereço. É ela, a mulher selvagem. Em quase tudo ela é uma mulher comum: pega metrô lotado, aproveita
as promoções, bota o lixo para fora e tem dia que desiste de sair porque se acha um trapo. Porém em tudo que faz exala um
frescor de liberdade. E também dá arrepios: você tem a impressão que viu uma loba na espreita. Você se assusta, olha de novo...
e quem está ali é a mulher doce e simpática, ajeitando dengosa o cabelo, quase uma menininha. Mas por um segundo você viu a loba, viu sim. É a mulher selvagem.
A sociedade tenta mas não pode domesticá-la, ela se esquiva das regras. Quando você pensa que capturou, escapole feito água entre os dedos. Quando pensa que finalmente a conhece, ela surpreende outra vez. Tem a alma livre e só se submete quando quer. Por isso escolhe seus parceiros entre os que cultuam a liberdade. E como os reconhece? Como toda loba, pelo cheiro, por isso é bom não abusar de perfumes. Seu movimento tem graça, o olhar destila uma sensualidade natural... mas, cuidado, não vá passando a mão. Ela é um bicho, não esqueça. Gosta de afago mas também arranha.
Repare que há sempre uma mecha teimosa de cabelo: é o espírito selvagem que sopra em sua alma a refrescante sensação de estar unida à Terra. É daí que vem sua força e beleza. E sua sabedoria instintiva. Sim, ela é sábia, pois está em harmonia com
os ritmos da Natureza. Por isso conhece a si mesma, sabe dos seus ciclos de crescimento e não sabota a própria felicidade.
Como todo bicho ela respeita seu corpo mas nem sempre resiste às guloseimas. Riponga do mato, gabriela brejeira? Não necessariamente, a maioria vive na cidade. E há dias paquera aquele pretinho básico da vitrine. E adora dançar em noite de lua. Ah, então é uma bruxa... Talvez, ela não liga para rótulos. Sabe que a imensidão do ser não cabe nas definições. Mulheres gostam de fazer mistério. Ela não, ela é o mistério. Por uma razão simples: a mulher selvagem sabe que a vida é uma coisa assombrosa e perfeita, e viver, o mais sagrado dos rituais. Ela sente as estações e se movimenta com os ventos, rindo da chuva e chorando com os rios que morrem. Coleciona pedrinhas, fala com plantas e de uma hora para outra quer ficar só, não insista. Não, ela não é uma esotérica deslumbrada mas vive se deslumbrando: com as heroínas dos filmes, aquela livraria nova, um presente inesperado... Ela se apaixona, sonha acordada e tem insônia por amor. As injustiças do mundo a angustiam mas ela respira fundo e renova sua fé na humanidade. Luta todos os dias por seus sonhos, adormece em meio a perguntas sem respostas e desperta com o sussurro das manhãs em seu ouvido, mais um dia perfeito para celebrar o imenso mistério de estar vivo.
Ela equilibra em si cultura e natureza, movendo-se bela e poética entre os dois extremos da humana condição. Ela é rara, sim, mas não é uma aberração, um desvio evolutivo. Pelo contrário: ela é a mais arquetípica e genuína expressão da feminilidade, a eterna celebração do sagrado feminino. Ela está aí nas ruas, todos os dias. A mulher selvagem ainda sobrevive em todas as mulheres mas a maioria tem medo e a mantém enjaulada. Ela é o que todas as mulheres são, sempre foram, mas a grande maioria esqueceu.
Felizmente algumas lembraram. Foram incompreendidas, sim, mas lamberam suas feridas e encontraram o caminho de volta à sua própria natureza. Esta crônica é uma homenagem a ela, a mulher selvagem, o tipo que fascina os homens que não têm medo do feminino. Eles ficam um pouco nervosos, é verdade, quando de repente se vêem frente a frente com um espécime desses. Por isso é que às vezes sobem correndo na primeira árvore. Mas é normal. Depois eles descem, se aproximam desconfiados, trocam os cheiros e aí... Bem, aí a Natureza sabe o que faz.
Ricardo Khelmer
(através de Grimoire Marques, grupo Mulheres & Deusas, Facebook)
É um tipo raro e não tem habitat definido: vive em Catmandu, mora no prédio ao lado ou se mudou ontem para Barroquinha.
E não deixou o endereço. É ela, a mulher selvagem. Em quase tudo ela é uma mulher comum: pega metrô lotado, aproveita
as promoções, bota o lixo para fora e tem dia que desiste de sair porque se acha um trapo. Porém em tudo que faz exala um
frescor de liberdade. E também dá arrepios: você tem a impressão que viu uma loba na espreita. Você se assusta, olha de novo...
e quem está ali é a mulher doce e simpática, ajeitando dengosa o cabelo, quase uma menininha. Mas por um segundo você viu a loba, viu sim. É a mulher selvagem.
A sociedade tenta mas não pode domesticá-la, ela se esquiva das regras. Quando você pensa que capturou, escapole feito água entre os dedos. Quando pensa que finalmente a conhece, ela surpreende outra vez. Tem a alma livre e só se submete quando quer. Por isso escolhe seus parceiros entre os que cultuam a liberdade. E como os reconhece? Como toda loba, pelo cheiro, por isso é bom não abusar de perfumes. Seu movimento tem graça, o olhar destila uma sensualidade natural... mas, cuidado, não vá passando a mão. Ela é um bicho, não esqueça. Gosta de afago mas também arranha.
Repare que há sempre uma mecha teimosa de cabelo: é o espírito selvagem que sopra em sua alma a refrescante sensação de estar unida à Terra. É daí que vem sua força e beleza. E sua sabedoria instintiva. Sim, ela é sábia, pois está em harmonia com
os ritmos da Natureza. Por isso conhece a si mesma, sabe dos seus ciclos de crescimento e não sabota a própria felicidade.
Como todo bicho ela respeita seu corpo mas nem sempre resiste às guloseimas. Riponga do mato, gabriela brejeira? Não necessariamente, a maioria vive na cidade. E há dias paquera aquele pretinho básico da vitrine. E adora dançar em noite de lua. Ah, então é uma bruxa... Talvez, ela não liga para rótulos. Sabe que a imensidão do ser não cabe nas definições. Mulheres gostam de fazer mistério. Ela não, ela é o mistério. Por uma razão simples: a mulher selvagem sabe que a vida é uma coisa assombrosa e perfeita, e viver, o mais sagrado dos rituais. Ela sente as estações e se movimenta com os ventos, rindo da chuva e chorando com os rios que morrem. Coleciona pedrinhas, fala com plantas e de uma hora para outra quer ficar só, não insista. Não, ela não é uma esotérica deslumbrada mas vive se deslumbrando: com as heroínas dos filmes, aquela livraria nova, um presente inesperado... Ela se apaixona, sonha acordada e tem insônia por amor. As injustiças do mundo a angustiam mas ela respira fundo e renova sua fé na humanidade. Luta todos os dias por seus sonhos, adormece em meio a perguntas sem respostas e desperta com o sussurro das manhãs em seu ouvido, mais um dia perfeito para celebrar o imenso mistério de estar vivo.
Ela equilibra em si cultura e natureza, movendo-se bela e poética entre os dois extremos da humana condição. Ela é rara, sim, mas não é uma aberração, um desvio evolutivo. Pelo contrário: ela é a mais arquetípica e genuína expressão da feminilidade, a eterna celebração do sagrado feminino. Ela está aí nas ruas, todos os dias. A mulher selvagem ainda sobrevive em todas as mulheres mas a maioria tem medo e a mantém enjaulada. Ela é o que todas as mulheres são, sempre foram, mas a grande maioria esqueceu.
Felizmente algumas lembraram. Foram incompreendidas, sim, mas lamberam suas feridas e encontraram o caminho de volta à sua própria natureza. Esta crônica é uma homenagem a ela, a mulher selvagem, o tipo que fascina os homens que não têm medo do feminino. Eles ficam um pouco nervosos, é verdade, quando de repente se vêem frente a frente com um espécime desses. Por isso é que às vezes sobem correndo na primeira árvore. Mas é normal. Depois eles descem, se aproximam desconfiados, trocam os cheiros e aí... Bem, aí a Natureza sabe o que faz.
Ricardo Khelmer
(através de Grimoire Marques, grupo Mulheres & Deusas, Facebook)
Imagem: Adriana Calcanhoto
sábado, 1 de janeiro de 2011
Síndrome de Cinderela

"Lembra da Cinderela, aquela que durante o dia lavava, passava, limpava e cozinhava, tomava conta das irmãs e ainda satisfazia a todos os desejos da madrasta má? Pois é, e não é que a danada ainda tinha pique pra se embonecar toda, sapatinho de cristal e tudo, enfiar-se em uma abóbora e dançar com o príncipe a noite inteira?
Bem, a noite inteira não, só até a meia-noite, porque até a Cinderela tinha lá os seus limites, impostos pela fada-madrinha, diga-se de passagem, porque se fosse por ela ficava no arrasta-pé até o dia clarear. Vai ter disposição assim lá na casa do chapéu!
Pois contaram essa história pra gente quando a gente ainda era menininha, só que algumas de nós acabaram levando isso ao pé da letra, achando que ser como a Cinderela era formidável e seguem arrastando esse pesado fardo vida afora. São as ditas perfeccionistas: exigentes ao extremo consigo mesmas, nunca se poupando de esforços incomensuráveis e sobre-humanos pra fazer tudo da forma mais impecável possível, mas frequentemente indulgentes com as imperfeições alheias.
Aos vinte e tantos anos eu surtei, só faltava babar e chamar urubú de meu louro, e a explicação psicanalítica pra coisa era que eu "me esforçava tanto pra cumprir todos os meus papéis que acabava não dando espaço pra mim mesma".
Toma, besta, vai ficar aí tentando ser a melhor funcionária, melhor esposa, melhor mãe, melhor dona-de-casa, melhor tudo-que-há, que você também vai ter o seu! Temos que entender que somos apenas humanas e que se nossa opção foi desenvolver a nossa carreira, marido que nos desculpe mas a casa vai permanecer alguns anos (até a gente se aposentar, pelo menos) nesse estado assim beirando a zona. E se a bagunça o incomoda tanto, ele que é tão profissional quanto nós que se digne a vir pra casa mais cedo dispensando suas sagradas cervejinhas depois do escritório e peque no cabo da vassoura, ora essa! E nem me pergunte o-que--é-que-eu-faço-com-essa-vassoura-agora com essa cara de paspalho que senão eu dou uma daquelas respostas que no fim dão em divórcio!
E se a gente optou por ter filhos, o chefe vai ter a santa paciência de aturar aí uns atrasos de vez em quando, porque afinal quem é que supre o mercado de trabalho com mais e mais trabalhadores? Nós aqui, né? E se eles morrerem todos porque a mãe tinha que trabalhar e não podia levar ao médico, a longo prazo esse país aqui vai pras cucuias, não vai não? Então...
E claro que se o almoço atrasar porque a gente estava no cabeleireiro, nosso querido esposo vai ter que aprender pra que servem aqueles botõezinhos lá do microondas, que não tem controle remoto, não senhor. E fazer uma saladinha pra esperar a mulher de vez em quando também não mata ninguém nem cai a mão, não senhor.
É, amiga, pode doer a consciência um pouco no começo, mas a gente vai ter que se acostumar a estabelecer prioridades (as nossas, não as deles) e fazer sempre o que for mais importante, sem culpas por deixar o resto assim na base do deus-dará. Fazer tudo ao mesmo tempo a gente já viu que não dá, e seria desumano ao menos tentar, então relaxa e goza a vida!"
Bem, a noite inteira não, só até a meia-noite, porque até a Cinderela tinha lá os seus limites, impostos pela fada-madrinha, diga-se de passagem, porque se fosse por ela ficava no arrasta-pé até o dia clarear. Vai ter disposição assim lá na casa do chapéu!
Pois contaram essa história pra gente quando a gente ainda era menininha, só que algumas de nós acabaram levando isso ao pé da letra, achando que ser como a Cinderela era formidável e seguem arrastando esse pesado fardo vida afora. São as ditas perfeccionistas: exigentes ao extremo consigo mesmas, nunca se poupando de esforços incomensuráveis e sobre-humanos pra fazer tudo da forma mais impecável possível, mas frequentemente indulgentes com as imperfeições alheias.
Aos vinte e tantos anos eu surtei, só faltava babar e chamar urubú de meu louro, e a explicação psicanalítica pra coisa era que eu "me esforçava tanto pra cumprir todos os meus papéis que acabava não dando espaço pra mim mesma".
Toma, besta, vai ficar aí tentando ser a melhor funcionária, melhor esposa, melhor mãe, melhor dona-de-casa, melhor tudo-que-há, que você também vai ter o seu! Temos que entender que somos apenas humanas e que se nossa opção foi desenvolver a nossa carreira, marido que nos desculpe mas a casa vai permanecer alguns anos (até a gente se aposentar, pelo menos) nesse estado assim beirando a zona. E se a bagunça o incomoda tanto, ele que é tão profissional quanto nós que se digne a vir pra casa mais cedo dispensando suas sagradas cervejinhas depois do escritório e peque no cabo da vassoura, ora essa! E nem me pergunte o-que--é-que-eu-faço-com-essa-vassoura-agora com essa cara de paspalho que senão eu dou uma daquelas respostas que no fim dão em divórcio!
E se a gente optou por ter filhos, o chefe vai ter a santa paciência de aturar aí uns atrasos de vez em quando, porque afinal quem é que supre o mercado de trabalho com mais e mais trabalhadores? Nós aqui, né? E se eles morrerem todos porque a mãe tinha que trabalhar e não podia levar ao médico, a longo prazo esse país aqui vai pras cucuias, não vai não? Então...
E claro que se o almoço atrasar porque a gente estava no cabeleireiro, nosso querido esposo vai ter que aprender pra que servem aqueles botõezinhos lá do microondas, que não tem controle remoto, não senhor. E fazer uma saladinha pra esperar a mulher de vez em quando também não mata ninguém nem cai a mão, não senhor.
É, amiga, pode doer a consciência um pouco no começo, mas a gente vai ter que se acostumar a estabelecer prioridades (as nossas, não as deles) e fazer sempre o que for mais importante, sem culpas por deixar o resto assim na base do deus-dará. Fazer tudo ao mesmo tempo a gente já viu que não dá, e seria desumano ao menos tentar, então relaxa e goza a vida!"
(por Zailda Mendes)
Publicado por Susana Vitorino em Mulheres & Deusas.
Bênçãos para 2011!
Terminou aquele que foi para mim um grande ano de descoberta e aprofundamento da questão do Sagrado Feminino. Muita coisa aconteceu nesse domínio na minha vida e acontecerá no ano que agora começou, estou certa. Uma das coisas boas foi o workshop que concebi "A Deusa no Coração da Mulher", uma experiência que adorei . Outra foram as minhas viagens, a Findhorn e à Conferência da Deusa em Madrid. Foi ainda ter conhecido mulheres tão carismáticas e fabulosas como Starhawk, Kathy Jones, Vicky Noble... Foi ter lido "La Femme Celte", de Jean Markale. Foi ter meditado, rezado, caminhado na natureza, criado altares e rituais... Foi ter continuado o meu trabalho com o Método Louise Hay.
Por tudo isto e muito mais, estou muito grata à Vida, a Deus/Deusa. A minha gratidão também para aquelas e aqueles que me visitam aqui. Que o novo ano traga muitas bênçãos para todas e todos.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
A DEUSA DO DISCO DE PRATA

“Tu, que deambulas por muitos lugares sagrados e és reverenciada com diferentes rituais;
Tu, cuja luz suave clareia o caminho dos viajantes e nutre as sementes escondidas sob a terra; Tu, que controlas o caminho do Sol e até mesmo a intensidade dos seus raios,
Eu Te imploro, chamando todos os Teus nomes e todos os Teus aspectos,
Eu Te invoco com todas as cerimónias que Te foram dedicadas,
vem a mim e traz-me repouso e paz”
Tu, cuja luz suave clareia o caminho dos viajantes e nutre as sementes escondidas sob a terra; Tu, que controlas o caminho do Sol e até mesmo a intensidade dos seus raios,
Eu Te imploro, chamando todos os Teus nomes e todos os Teus aspectos,
Eu Te invoco com todas as cerimónias que Te foram dedicadas,
vem a mim e traz-me repouso e paz”
Apuleio, "O Asno Dourado"
"Para a nossa mentalidade atual, baseada em valores solares, pode parecer estranha a afirmação do escritor romano Apuleio (século I) sobre o controlo exercido pela Lua na trajetória e intensidade dos raios do Sol.
No entanto, se voltarmos para o início da história da humanidade, podemos constatar a maior relevância simbólica e mitológica da Lua, bem como a antiguidade dos cultos lunares em relação aos valores e cultos solares. Na Caldeia, os astrólogos ignoravam o Sol e fundamentaram o seu sistema nos movimentos da Lua. Até hoje, na astrologia védica, o peso da interpretação recai sobre o signo lunar natal, os meses são denominados “mansões lunares” e caracterizados pela posição da Lua cheia na respectiva mansão.
"Para a nossa mentalidade atual, baseada em valores solares, pode parecer estranha a afirmação do escritor romano Apuleio (século I) sobre o controlo exercido pela Lua na trajetória e intensidade dos raios do Sol.
No entanto, se voltarmos para o início da história da humanidade, podemos constatar a maior relevância simbólica e mitológica da Lua, bem como a antiguidade dos cultos lunares em relação aos valores e cultos solares. Na Caldeia, os astrólogos ignoravam o Sol e fundamentaram o seu sistema nos movimentos da Lua. Até hoje, na astrologia védica, o peso da interpretação recai sobre o signo lunar natal, os meses são denominados “mansões lunares” e caracterizados pela posição da Lua cheia na respectiva mansão.
Os cultos lunares tiveram origem no paleolítico e os primeiros calendários conhecidos foram os lunares, baseados no ciclo menstrual da mulher. O mais antigo calendário astrológico conhecido foi criado pelos babilónios e chamava-se “As casas da Lua”, estabelecido a partir do ciclo de lunação, com os seus períodos mensais representados pelos signos zodiacais. A principal deusa lunar da Babilónia era Ishtar, cujo cinturão era enfeitado com representações e símbolos do zodíaco.
Inúmeros artefactos neolíticos talhados em pedra, chifre e osso, encontrados em grutas espalhadas por vários países na Europa e Ásia têm inscrições agrupadas em séries alternadas de 28 a 30 traços, demonstrando o antigo conhecimento astronómico dos ciclos lunares. Atualmente está sendo cada vez mais divulgado e utilizado o calendário lunar do povo Maia, com base no ciclo das treze lunações que formam um ciclo solar.
Desde os mais remotos tempos, a Lua foi reverenciada como a manifestação da Grande Mãe Universal, o aspecto feminino da Divindade, a fonte criadora e sustentadora da vida, cuja luz e bênção eram invocadas nos rituais de
fertilidade, no plantio das sementes e no parto das crianças. As suas fases passaram a simbolizar o próprio ciclo da gestação, nascimento, crescimento mas também o amadurecimento, decadência e morte. As suas faces clara e escura foram consideradas os aspectos doadores da vida e destruidores da natureza – a Mãe sendo tanto a Criadora como a Ceifadora.

A Lua foi venerada sob inúmeros nomes nas várias tradições e culturas antigas. Apesar desta diversidade, existe uma similitude em relação aos seus atributos de acordo com as suas fases. A Lua crescente representava a vitalidade da Deusa jovem, o frescor da Donzela, o potencial do crescimento, o início das realizações. Tornando-se cheia, a Lua personifica o ventre grávido da Mãe, o florescimento e abundância da natureza, a concretização das possibilidades. Ao minguar, a Lua assume o aspecto de Anciã, assinalando o fim da colheita, o declínio das energias, a sábia preparação para conhecer os mistérios da morte e do renascimento.
Dificilmente se encontra nas várias mitologias uma única deusa que sintetize a inteira gama do simbolismo lunar. Nos panteões grego e celta, existem inúmeras deusas lunares com características específicas relacionadas aos atributos das fases e representando os arquétipos da Donzela, da Mãe e da Anciã.
Uma Deusa celta pouco conhecida é Arianrhod, descrita na coletânea de textos galeses “Mabinogion” como “A Senhora da Roda de Prata”. Vivendo na longínqua terra encantada de Caer Sidi, ela personificava uma antiga Deusa Mãe celeste, regente da constelação estelar Corona Borealis, cujo nome em galês era “Caer Arianrhod” , ou seja, “O castelo girante de Arianrhod”.
O mito de Arianrhod é muito complexo, com elementos contraditórios e de difícil compreensão, denotando as deturpações decorrentes da interpretação das antigas lendas da tradição oral dos bardos, pelos monges e historiadores cristãos. Há, no entanto, uma passagem muito interessante que descreve de forma metafórica e pitoresca uma mescla de atributos da Deusa como Donzela e Mãe escura. Filha da deusa da terra Don, Arianrhod foi chamada pelo Deus celeste Math para ser sua acompanhante (na verdade, seu dever era segurar os pés do Deus no seu colo enquanto ele descansava). A condição essencial deste encargo era a virgindade da candidata. Mas, ao ser testada pelo bastão mágico de Math, Arianrhod de repente deu a luz à gémeos – um, bem formado, Dylan, que se foi arrastando para o mar (onde se transformou depois em um deus marinho), e outro, ainda em estado embrionário. Arianrhod desapareceu, mas antes amaldiçoou este filho para que ele não tivesse jamais um nome, não pudesse usar armas nem casar. Na cultura celta, era a mãe que dava o nome e abençoava o seu filho nestes rituais de passagem. No presente mito, a criança foi adotada pelo irmão de Arianrhod, o mago Gwydion, que, no devido tempo, conseguiu ludibriar Arianrhod e, usando de recursos mágicos, a convenceu a dar um nome ao filho e permitir-lhe usar armas. O nome Llew Llaw Gyffes, “o brilhante, luminoso e habilidoso”, era o mesmo nome dum famoso herói celta Lugh, personificação dum antigo deus solar. Comprova-se, assim, por metáforas e intrincados simbolismos celtas, a antiguidade das divindades e cultos lunares, a Lua representando as tradições matrifocais da Deusa que deram origem aos cultos e mitos solares posteriores.
O mito de Arianrhod é muito complexo, com elementos contraditórios e de difícil compreensão, denotando as deturpações decorrentes da interpretação das antigas lendas da tradição oral dos bardos, pelos monges e historiadores cristãos. Há, no entanto, uma passagem muito interessante que descreve de forma metafórica e pitoresca uma mescla de atributos da Deusa como Donzela e Mãe escura. Filha da deusa da terra Don, Arianrhod foi chamada pelo Deus celeste Math para ser sua acompanhante (na verdade, seu dever era segurar os pés do Deus no seu colo enquanto ele descansava). A condição essencial deste encargo era a virgindade da candidata. Mas, ao ser testada pelo bastão mágico de Math, Arianrhod de repente deu a luz à gémeos – um, bem formado, Dylan, que se foi arrastando para o mar (onde se transformou depois em um deus marinho), e outro, ainda em estado embrionário. Arianrhod desapareceu, mas antes amaldiçoou este filho para que ele não tivesse jamais um nome, não pudesse usar armas nem casar. Na cultura celta, era a mãe que dava o nome e abençoava o seu filho nestes rituais de passagem. No presente mito, a criança foi adotada pelo irmão de Arianrhod, o mago Gwydion, que, no devido tempo, conseguiu ludibriar Arianrhod e, usando de recursos mágicos, a convenceu a dar um nome ao filho e permitir-lhe usar armas. O nome Llew Llaw Gyffes, “o brilhante, luminoso e habilidoso”, era o mesmo nome dum famoso herói celta Lugh, personificação dum antigo deus solar. Comprova-se, assim, por metáforas e intrincados simbolismos celtas, a antiguidade das divindades e cultos lunares, a Lua representando as tradições matrifocais da Deusa que deram origem aos cultos e mitos solares posteriores.
Na Ásia - Ocidental e Menor - durante séculos foram reverenciadas inúmeras Deusas Mãe, algumas delas com características lunares. Na Suméria e na Babilónia, a Deusa Anath, Anunith ou Antu era conhecida como a “Senhora da Lua, do Céu e das Montanhas”, representada por um disco prateado com oito raios. Assim como Arianrhod, ela reunia as qualidades da Donzela – regendo o plantio das sementes e o crescimento dos brotos e da Mãe – quando desce para o mundo subterrâneo para resgatar o seu filho/consorte da escura morada de Mot, o deus da morte, e regenera a terra seca com a chuva fertilizadora.
Posteriormente, os atributos de Anath foram absorvidos no mito e no culto de outras deusas, como Ashtar, Astarte e Asherah."
Mirella Faur
Imagens: Google
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
DANU DO NORTE E DO INVERNO

DANU, A GRANDE MÃE IRLANDESA
“No início havia o Vazio, a vastidão do Nada, a supremacia da criatividade não-diferenciada
Do vazio nasceu o Caos,
Da união entre o vazio e o caos originou-se Ana, a Grande Sonhadora, Criadora e Tecelã dos mundos, em cujo ventre fértil resplandeciam estrelas e planetas.
Da união entre Sonho e o nosso Sol foram criados a Mãe Terra, o
Pai Céu e o oceano, os ancestrais primevos.
Do encontro entre o céu e a Terra surgiram os Seres Brilhantes, os
Dakinis e os Dakas que trouxeram a luz ao mundo.
E do ventre de Ana, tocado pela luz das Plêiades, nasceram os Tuatha de
Danann, o povo da deusa Danu.”
Kathy Jones, “The Well of Ana”
Os primeiros relatos escritos sobre as lendas e as crenças dos povos celtas foram feitos pelos romanos, que invadiram a Grã Bretanha em 55 a.C. Na medida das suas conquistas, eles incorporavam ao seu próprio sistema religioso mitos e conceitos dos povos indígenas, registando-os, porém, de forma fragmentada e adaptada, em função da localização geográfica e da similitude entre uma divindade local e uma correspondente romana.
Estes registos referem-se aos antigos mitos irlandeses, galeses e escoceses, acrescentando, também, lendas das tribos celtas que tinham chegado posteriormente à Grã Bretanha (cerca de 500 a.C.), provavelmente vindas da França central. Ocultas nas histórias encontram-se reminiscências das tradições pré-celtas, dos povos neolíticos, construtores dos círculos de menires e das câmaras subterrâneas, encontradas em inúmeros lugares nas ilhas Britânicas e na Bretanha (região do Oeste da França).
Esta herança ancestral, preservada durante milénios pela tradição oral e pelas práticas religiosas pagãs, parcialmente registada por historiadores romanos, foi aproveitada, reinterpretada, deturpada e truncada nos relatos dos monges cristãos ao longo dos séculos. Mantendo somente o que convinha à moral e aos dogmas cristãos, os monges reduziram o vasto panteão e a rica simbologia celta a relatos épicos de guerras, invasões, intrigas, traições e atos imorais, perpetrados pelas várias raças e tribos, diferenciados apenas pela localização geográfica. Mesmo preservando resquícios das verdades originais, as histórias cristãs minimizaram ou ignoraram a beleza e a sabedoria do legado celta, reduzindo ou distorcendo o seu valor mítico e espiritual. Na visão patriarcal dos monges, as Deusas foram vistas como Rainhas e princesas, os deuses como Reis e Heróis e o significado transcendental foi diluído, modificado ou perdido.
No século XI foi publicado “O Livro das Invenções”, que descreve uma sucessão de 5 povos que teriam vivido na Irlanda antes da chegada dos celtas, os ancestrais dos habitantes atuais.
Nas lendas, estas raças diferentes são descritas duma forma ambígua, tendo tanto características divinas quanto humanas e sendo apresentadas como deusas, deuses, gigantes, devas e seres elementais (seres análogos aos de tantos outros mitos de várias culturas e países).
Sem precisar de entrar em detalhes da complexa nomenclatura e das vastas descrições das batalhas, o importante é saber que cada uma dessas raças foi vencida e seguida pela seguinte, alternando-se assim os seus mitos, as suas divindades e a sua organização social e religiosa.
A quarta raça - Tuatha de Danann ou povo da deusa Danu -, apareceu de forma misteriosa: não da terra, de uma direção definida, como outros invasores, mas do céu, simultaneamente das 4 direções. Aterraram no dia do Sabbat de Beltane e depois fundaram 4 cidades que se tornaram os centros espirituais da Irlanda.
Tanto a sua natureza, quanto a sua origem permanecem envoltas em mistério, mas sabe-se que os seus atributos eram de bondade e luz. Por terem vencido a “escura” e agressiva raça anterior, foram por isso chamados “ seres brilhantes”. Trouxeram ensinamentos e objetos de magia, arte, sabedoria e cura e deixaram como marcos os círculos de menires e os monumentos megalíticos. Após um longo e pacífico reinado, eles também foram vencidos pela última raça, os precursores dos celtas; depois da sua derrota retiraram-se para o interior das colinas sagradas, tornando-se o assim chamado “Povo das Fadas”. É importantíssimo ressaltar que apesar de se traduzir fairy por “fada”, este termo não descreve uma “diáfana figura feminina sobrevoando as flores”. O sentido arcaico de Fairy People refere-se a seres sobrenaturais, com aparência etérica, sim, mas pertencendo a ambos os sexos, jovens que gostavam de música, danças, cores, flores, e abominavam o ferro (comprovação da sua origem anterior à Idade do Ferro).
O maior legado dos Tuatha de Danann foi o culto da deusa Dana (também conhecida como Danu , Anu ou Ana), considerada a Deusa Mãe, progenitora das outras divindades. Representando a força ancestral da Terra, a fertilidade, a vida e a morte, Dana foi posteriormente considerada como a representação da tríplice manifestação divina, da qual sobreviveu até hoje somente o culto à Brighid, cristianizada e fervorosamente venerada como a milagreira Santa Brígida.
Apesar de o seu culto ter sido proibido pelo cristianismo e de o seu nome aos poucos ter sido esquecido, Danu está presente em toda a parte na Irlanda, seja nos verdes campos, no perfil arredondado das montanhas, no sussurro dos riachos. O Seu lugar sagrado no Condado de Kerry, chamado Paps of Anu, reproduz, na forma de duas colinas, os Seus fartos seios, cujos mamilos são formados por cairns, os antigos amontoados de pedras que foram formados pelas oferendas de pedras levadas pelos peregrinos ao longo dos tempos, em sinal de reverência e gratidão.
Atualmente, com o ressurgimento do Sagrado Feminino, Danu, assim como as Deusas de outras tradições, estão a ser lembradas e reverenciadas como Senhora da Terra, da Água, da Abundância, da plenitude da Natureza e da Soberania.
Mirella Faur
http://sitioremanso.multiply.com/journal/item/29
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
JUST IMAGINE...

Imagine a woman who believes it is right and good she is a woman.A woman who honors her experience and tells her stories.Who refuses to carry the sins of others within her body and life.
Imagine a woman who trusts and respects herself.A woman who listens to her needs and desires.Who meets them with tenderness and grace.
Imagine a woman who acknowledges the past's influence on the present. A woman who has walked through her past. Who has healed into the present.
Imagine a woman who authors her own life.A woman who exerts, initiates, and moves on her own behalf.Who refuses to surrender except to her truest self and wisest voice.
Imagine a woman who names her own gods.A woman who imagines the divine in her image and likeness.Who designs a personal spirituality to inform her daily life.
Imagine a woman in love with her own body.A woman who believes her body is enough, just as it is.Who celebrates its rhythms and cycles as an exquisite resource.
Imagine a woman who honors the body of the Goddess in her changing body.A woman who celebrates the accumulation of her years and her wisdom. Who refuses to use her life-energy disguising the changes in her body and life.
Imagine a woman who values the women in her life.A woman who sits in circles of women.Who is reminded of the truth about herself when she forgets.
Imagine yourself as this woman.
“Imagine a Woman” © Patricia Lynn Reilly, 1995
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
CAILLEACH DO INVERNO

Cailleach fala:
"Meus ossos são frios, meu sangue é ralo.
Eu busco o que é meu.
Eu busco o que ainda não foi semeado.
Eu busco os animais para cavernas quentes e mando meus pássaros para o sul.
Eu ponho meus ursos para dormir e mudo o pelo de meus gatos e cães para algo mais quente.
Meus lobos me guiam, seu uivo anuncia minha chegada.
Os cães, lobos e raposas cantam a canção da noite, a serenata da Anciã, a minha canção.
Eu disse sim à vida e agora digo sim à Morte.
E serei a primeira a ir para o outro lado.
Eu trago o frio e a morte, sim, pois este é meu legado.
Eu trouxe a colheita e se você não colheu suas maçãs eu as cobrirei de gelo.
Após o Samhain, tudo o que fica nos campos me pertence."
Cailleach é a própria terra. Ela é as rochas cobertas de musgo e o pico das montanhas. Ela é a terra coberta de gelo e neve. Ela é a mais antiga ancestral, velada pela passagem do tempo. Ela é a Deusa da Morte, que deixa morrer tudo o que não é mais necessário. Mas é tb ela quem encontra as sementes da próxima estação. Ela é a guardiã da semente, a protetora da força vital essencial ao ressurgimento da vida após o inverno. Ela guarda a própria essência do poder da vida. Ela é o poder essencial da Terra. Nos mitos Celtas Ela representa a Soberania sobre a terra e um rei só podia reinar após realizar o casamento sagrado com Ela, que representa o Espírito da terra.
Eu busco o que é meu.
Eu busco o que ainda não foi semeado.
Eu busco os animais para cavernas quentes e mando meus pássaros para o sul.
Eu ponho meus ursos para dormir e mudo o pelo de meus gatos e cães para algo mais quente.
Meus lobos me guiam, seu uivo anuncia minha chegada.
Os cães, lobos e raposas cantam a canção da noite, a serenata da Anciã, a minha canção.
Eu disse sim à vida e agora digo sim à Morte.
E serei a primeira a ir para o outro lado.
Eu trago o frio e a morte, sim, pois este é meu legado.
Eu trouxe a colheita e se você não colheu suas maçãs eu as cobrirei de gelo.
Após o Samhain, tudo o que fica nos campos me pertence."
Cailleach é a própria terra. Ela é as rochas cobertas de musgo e o pico das montanhas. Ela é a terra coberta de gelo e neve. Ela é a mais antiga ancestral, velada pela passagem do tempo. Ela é a Deusa da Morte, que deixa morrer tudo o que não é mais necessário. Mas é tb ela quem encontra as sementes da próxima estação. Ela é a guardiã da semente, a protetora da força vital essencial ao ressurgimento da vida após o inverno. Ela guarda a própria essência do poder da vida. Ela é o poder essencial da Terra. Nos mitos Celtas Ela representa a Soberania sobre a terra e um rei só podia reinar após realizar o casamento sagrado com Ela, que representa o Espírito da terra.
Cailleach é uma das maiores e mais antigas Deusas da humanidade. Ela é um aspecto da Deusa como a Anciã, principalmente na Escócia. Um derivativo de seu nome, Caledonia, foi dado àquele país. Seu nome, assim como seu título de Mãe Negra, é muito próximo ao nome Kalika, um dos títulos de Kali.
Alguns estudiosos acreditam que ambas sejam derivadas de uma Deusa ainda mais antiga, talvez uma das primeiras expressões da face negra da Deusa já cultuadas pela humanidade. Ela foi e é conhecida por inúmeros nomes: Cailleach Bheur or Carlin, na Escócia; Cally Berry ou Cailleach Beara, na Irlanda; Cailleah ny Groamch, na ilha de Man; Black Annis, na Bretanha e Digne, no país de Gales, todas equivalentes a Kali.
Alguns estudiosos acreditam que ambas sejam derivadas de uma Deusa ainda mais antiga, talvez uma das primeiras expressões da face negra da Deusa já cultuadas pela humanidade. Ela foi e é conhecida por inúmeros nomes: Cailleach Bheur or Carlin, na Escócia; Cally Berry ou Cailleach Beara, na Irlanda; Cailleah ny Groamch, na ilha de Man; Black Annis, na Bretanha e Digne, no país de Gales, todas equivalentes a Kali.
Cailleach também é considerada uma outra forma das Deusas Scathach e Skadi. Na Irlanda ela era conhecida como uma divindade que podia trazer e curar doenças, principalmente de crianças. O nome Caillech significa mulher velha, bruxa ou mulher velada. Sua imagem velada a relaciona com os mistérios de se conhecer o futuro, particularmente a hora da morte de cada um. Nas lendas Medievais ela era a Rainha Negra do Paraíso, aquela a quem os espanhóis chamavam de Califia; a palavra Califórnia vem deste nome.
Cailleach rege o céu, a terra, o Sol e a Lua, o tempo e as estações. Ela criava as montanhas com as pedras que carregava em seu avental, mas também trazia aos homens as doenças, a velhice a morte. Ela era também um espírito protetor dos rios e lagos, garantindo que eles não secariam. Ela controla os meses de inverno, trazendo o frio, as chuvas e a neve. Mas um de seus principais títulos é Rainha da Tempestade, pois com seu cajado ela trazia e controlava as tempestades, particularmente as nevascas e furacões.
Cailleach é a guardiã do portal que leva à parte escura do ano, iniciada no Samhain e é invocada nos rituais de morte e transformação. Nos mitos da troca de poder entre as faces da Deusa ela recebe o bastão branco dos meses de luz e o torna negro para os meses de trevas, devolvendo-o à Donzela no Imbolc. Em alguns mitos diz-se que Ela retorna à terra no Imbolc, tornando-se pedra para acordar somente no próximo Samhain.
Cailleach é a guardiã do portal que leva à parte escura do ano, iniciada no Samhain e é invocada nos rituais de morte e transformação. Nos mitos da troca de poder entre as faces da Deusa ela recebe o bastão branco dos meses de luz e o torna negro para os meses de trevas, devolvendo-o à Donzela no Imbolc. Em alguns mitos diz-se que Ela retorna à terra no Imbolc, tornando-se pedra para acordar somente no próximo Samhain.
Como o Seu nome não aparece nos mitos escritos da Irlanda, mas apenas em histórias antigas e nomes de lugar, presume-se que Ela era uma divindade pré-celta, trazida pelos povos colonizadores das ilhas Britânicas, vindos do leste Europeu, possivelmente da Índia. Ela era tão poderosa e amada que mesmo quando os recém-chegados trouxeram suas divindades, como Brigit, Cailleach ainda continuou sendo lembrada.
Apesar de ser considerada uma Deusa Anciã, Ela é quase sempre representada com um rosto jovem, mostra de seu poder de se rejuvenescer constantemente. Ela possui um aspecto Donzela parecido com Diana, sendo a protetora dos animais selvagens contra caçadores. Ele protege principalmente o cervo e o lobo, assegurando bandos saudáveis. Há um mito antigo que conta que os caçadores oravam a Cailleach para saber onde encontrar os cervos e quantos matar. Ela os guiava para aqueles que podiam ser mortos, desobedecê-la trazia a sua fúria, em forma de ataques de alcateias para a vila dos desobedientes.
Apesar de ser considerada uma Deusa Anciã, Ela é quase sempre representada com um rosto jovem, mostra de seu poder de se rejuvenescer constantemente. Ela possui um aspecto Donzela parecido com Diana, sendo a protetora dos animais selvagens contra caçadores. Ele protege principalmente o cervo e o lobo, assegurando bandos saudáveis. Há um mito antigo que conta que os caçadores oravam a Cailleach para saber onde encontrar os cervos e quantos matar. Ela os guiava para aqueles que podiam ser mortos, desobedecê-la trazia a sua fúria, em forma de ataques de alcateias para a vila dos desobedientes.
Ela também possui um aspecto Mãe, sendo aquela a quem as mães pediam que curasse seus filhos das doenças do inverno. O Gato é um de seus animais sagrados. Em algumas lendas ela toma a forma de gato para testar o caráter das pessoas. Em sua forma humana, ela costumava ir de casa em casa no inverno pedindo abrigo e comida. Os que a acolhiam contavam com sua eterna bênção e proteção e os outros eram amaldiçoados e não atravessavam o inverno incólumes. São também sagrados para ela o corvo e a gralha.
Seu rosto é azul e seus cabelos sempre são representados soltos e brancos, escapando de seu manto e capuz. Ela carrega um caldeirão em uma das mãos e um cajado na outra. O seu cajado ou bastão conferia-lhe o poder sobre o tempo, fazendo dela uma das Deusas mais importantes para a manutenção da vida no planeta. Ela é também uma Deusa associada à crua honestidade e à verdade, doa a quem doer.
Seu rosto é azul e seus cabelos sempre são representados soltos e brancos, escapando de seu manto e capuz. Ela carrega um caldeirão em uma das mãos e um cajado na outra. O seu cajado ou bastão conferia-lhe o poder sobre o tempo, fazendo dela uma das Deusas mais importantes para a manutenção da vida no planeta. Ela é também uma Deusa associada à crua honestidade e à verdade, doa a quem doer.
Também aparece como uma mulher velha que pede ao herói que durma com ela. Se o herói concorda em dormir com ela, ela se transforma em uma linda donzela.
O Livro de Lecam (cerca de 1400 E.C.) alega que Cailleach Beara era a Deusa da qual se originaram os povos da região de Kerry. Na Escócia ela representa a personificação do inverno, nasce velha no Samhain e fica cada vez mais jovem até se tornar uma linda Donzela em Beltane.
O contacto com esta Deusa ajuda-nos a redescobrir a soberania sobre a nossa própria vida, um tipo especial de poder e confiança. Cailleach, violenta como pode parecer, vive em todos nós. Ela traz-nos a sabedoria para deixar ir aquilo de que não mais precisamos e manter as sementes do que está para vir. Ela vive no limite entre a Vida e a Morte.
http://www.luzemhisterio.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=134%3Anovembro&catid=15&Itemid=25
O Livro de Lecam (cerca de 1400 E.C.) alega que Cailleach Beara era a Deusa da qual se originaram os povos da região de Kerry. Na Escócia ela representa a personificação do inverno, nasce velha no Samhain e fica cada vez mais jovem até se tornar uma linda Donzela em Beltane.
O contacto com esta Deusa ajuda-nos a redescobrir a soberania sobre a nossa própria vida, um tipo especial de poder e confiança. Cailleach, violenta como pode parecer, vive em todos nós. Ela traz-nos a sabedoria para deixar ir aquilo de que não mais precisamos e manter as sementes do que está para vir. Ela vive no limite entre a Vida e a Morte.
http://www.luzemhisterio.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=134%3Anovembro&catid=15&Itemid=25
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
A REPRESSÃO DO FEMININO
“Pela repressão, a alegria do feminino foi rebaixada como mera frivolidade; a sua sensualidade expressa foi diminuída como coisa de prostituta, ou então ridicularizada pelo seu sentimentalismo ou reduzida exclusivamente a instinto maternal; a vitalidade da mulher foi submetida ao peso das obrigações e da obediência.
Foi essa desvalorização que gerou filhas desenraizadas e subterrâneas do patriarcado, separando a força feminina da paixão, tornando-a imagem dos seus sonhos e ideais de um céu inatingível mantidos pomposamente por um espírito que soa a falso quando comparado com os padrões instintivos simbolizados pela rainha do céu e da terra”. (AUTOR DESCONHECIDO)
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