O poder da Deusa, que se manifesta por meio das mulheres, é uma matriz emocional que convida a uma fusão ou simbiose inconsciente e transmite uma sensação de chegada a casa.Jean Shinoda Bolen
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
CELEBRAR AS DÁDIVAS DA NATUREZA
Festival de Lammas ou Lughnashad
"Lammas significa “massa”, e é um nome que somente na Idade Média começou a ser usado para se referir a Lughnashad. É o primeiro festival dos Sabaths das colheitas e é celebrado, no nosso hemisfério, no final de Julho, princípio de Agosto.
Este festival também é conhecido como “o Sabath das primeiras frutas” e as cores desta celebração são castanho, laranja, vermelho, amarelo.
É hábito fazer-se pães com os primeiros grãos das colheitas para honrar a união da Deusa com o Deus, Aine e Lugh para os celtas, que através dessa união geram a fertilidade. Damos também graças por tudo o que recebemos.
Outra das actividades deste Sabath é acender velas nessas cores em honra da Deusa e do Deus, e saborear comidas e bebidas que se tornam sagradas neste dia pela bênção da Deusa e do Deus: ervas frescas, frutas e vegetais, pão de milho, amoras pretas, tortas, sidra e vinho tinto.
Se deseja fazer um pequeno acto de sintonia com este festival dos grãos e das frutas faça uma lista com as suas metas para o futuro e depois enterre-a num pote com aveia. Guarde o pote até realizar as suas metas ou até que termine o prazo que determinou; depois desse tempo lance a aveia ao vento e peça às Fadas que lhe devolvam em impulsos criativos cada um dos grãos de aveia."
Fonte: http://deusario.com/lammas-e-imbolc/
sexta-feira, 30 de julho de 2010
OS PÓLOS YIN E YANG

Ensina-nos a Sabedoria Taoísta
que a Unidade se desdobrou no
Pólo Yang
e no Pólo Yin do Mundo.
Yang é o Pólo Activo,
expansivo, diurno, criativo e emandor.
do Yang surge a essência do Masculino.
Yin é o Pólo Passivo, receptivo, nocturno,
gestativo e acumulador.
Do Yin nasce a essência do Feminino.
Yin e Yang
definem-se como realidade diferenciada
e fundamental.
Entre eles gera-se a tensão
A que chamamos energia.
Tudo é energia.
O Universo é um todo energético,
dividido e polarizado.
São dois pólos contrários
que activam os Cículos Cósmicos,
que por sua vez geram a Vida.
Cada Ser Humano é Yin e Yang.
Tem em si as duas polaridades.
A dimensão receptiva, passiva
e interiorizada do Ser
é o seu pólo Yin,
o seu lado mais obscuro,
o que dificilmente hoje se manifesta.
Séculos de História
criaram a supremacia do Yang.
Esta supremacia deu origem a uma Cultura
predominantemente Masculina.
Com o tempo, a afirmação Yang
levou à perda do Yin.
O nosso lado passivo, feminino,
interiorizado, meditativo e receptivo
deixou progressivamente de ser valorizado
pelo pensamento comum.
Sem se darem conta, as Mulheres
ficaram condicionadas e limitadas
por uma Sociedade criada por Homens
e para Homens,
onde a sua contribuição feminina
não encontra lugar.
No séc. XX a afirmação do Yang
tornou-se de tal modo radical,
que o comum das pessoas se perdeu
das experiências mais profundas da vida,
reveladas pela dimensão interior.
Já ninguém sabe lidar com a noite,
com a pausa,
com os intervalos na acção,
Com tudo o que existe
quando se acaba o movimento.
Não se valoriza o Silêncio,
o que não tem forçosamente de ser dito,
o que não tem forçosamente de ser dito,
o que se subentende.
As pessoas perderam-se do Yin,
confundidas no Yang,
na afirmação extrovertida da personalidade,
nas conquistas,
nas guerras de todas as naturezas.
O contrário da afirmação
significa receptividade,
a capacidade de receber o Mundo,
de sentir o reverso das coisas.
É a revelação da Vida interior,
isso que nos habita.
Maria Flávia de Monsaraz, O RETORNO DO FEMININO, Hugin
Imagem: Google
quinta-feira, 29 de julho de 2010
UM ALTAR PARA DEMÉTER
O RAPTO DE PERSÉFONE - ACTUALIZAÇÃO DO MITO

Nove?!... nem oito, nem dez, mas… nove!
Isto estava a passar-se no mundo real (isso existe?...), ou seja, o mito do rapto de Perséfone em plena actualização ali para mim… Então, conteúdos do meu próprio inconsciente em plena revelação…
Na verdade, a maternidade representa um corpo de dor imenso, para usar o conceito criado por Eckart Tolle, no livro "O Poder do Agora". Sem a nossa ligação a um plano superior, à Mãe Divina, facilmente ficamos prisioneiras do medo e da culpa… Sem a presença em nós do arquétipo de Deméter, se não o evocamos e cultivamos – ajuda criarmos-lhe um altar (imagem do post seguinte).
Clarissa Pikola Estés, no seu livro “Mulheres que Correm com os Lobos”, fala-nos dos vários tipos de mães ... (continua)
quarta-feira, 28 de julho de 2010
DEMÉTER
Deméter é a deusa grega da manifestação, da renovação da natureza, da agricultura, das dádivas da terra, do alimento/nutrição. A semente, promessa da renovação e da continuidade da vida, personificada pela sua filha Perséfone, é a Sua grande dádiva à humanidade.Ela representa então o aspecto Mãe da Deusa. Como Mãe, Ela é a deusa da criação e por isso é sempre associada à sua filha Kore/Perséfone, a sua criação, o seu fruto, a sua semente.
Perséfone, entretanto, é vítima duma catástrofe que afecta profundamente ambas, Mãe e Filha, um dos pares mais importantes do Olimpo. A donzela é certo dia raptada por seu tio Hades, o senhor dos Infernos, com o consentimento de seu pai, Zeus (irmão da própria Deméter...). Tal acontece quando, alegre e despreocupadamente, colhe flores no prado.
Desesperada, a mãe vagueia então pela terra, durante nove dias, implorando pela filha e decretando a morte de toda a vegetação. Nada mais crescerá sobre a terra, não haverá mais alimentos, até que Perséfone seja restituída sã e salva a sua mãe Deméter…
A história, entretanto, termina bem, pois a vítima acaba mesmo por ser enviada de volta à casa materna, embora apenas por alguns meses do ano, sendo que nos restantes, vai ter de descer aos infernos, para junto de Hades, que fez dela a senhora e rainha desse lugar...
E percebemos que se trata da expressão alegórica da mudança das estações, sendo os processos de morte por que passa a natureza no Outono/Inverno simbolizados pelo rapto de Perséfone.
Mas o mito é muito mais rico e profundo. Um dos seus aspectos, segundo vários autores, são as fortes reminiscências que aqui encontramos da luta travada pelo patriarcado para se impor numa sociedade à partida matriarcal…
Para a Psicologia dos Arquétipos, entretanto, Deméter representa a maternidade, e a relação com Perséfone a própria relação mãe/filha, sendo o rapto o símbolo do processo de individuação da rapariga, o momento em que esta se desliga da mãe e se assume como mulher…
Temos então aqui aquilo a que poderíamos chamar o percurso da heroína, um percurso que, muito embora passe igualmente pelos infernos, nada tem a ver com o que é próprio de um herói.
terça-feira, 27 de julho de 2010
FEMININO E MASCULINO - AS PARTES COMPLEMENTARES

FEMININO/INTUIÇÃO
Recebe a energia criativa universal; é a parte receptiva do canal, a porta aberta através da qual a energia do universo pode fluir - parte mais profunda e sábia de nós, que comunica connosco através da intuição (incitação interior, sentimentos ou imagens, surgidas das nossas profundezas). A intuição pode revelar-se nos sonhos, nas emoções ou no corpo físico. Ela é a fonte de sabedoria superior dentro de nós, que nos poderá conduzir na perfeição se a soubermos ouvir e a seguirmos. É o aspecto que é inspirado por um impulsivo criativo que nos é comunicado sob a forma de um sentimento, porta para a nossa inteligência superior. Ela diz:
- Eu sinto isto. Eu Quero isto.
A natureza do feminino é sabedoria, amor e clarividência expressa através de sentimentos e desejos; força tendente à fusão e à unidade.
MASCULINO/ACÇÃO
Exprime a energia criativa universal no mundo através da acção; parte transmissora do canal - a nossa capacidade de agir, de fazermos as coisas no mundo físico – pensar, falar, mover o corpo.
O nosso lado masculino age em função desse impulso, falando, movimentando-se ou fazendo o que é necessário. Escuta e age de acordo com os sentimentos do lado feminino. A sua verdadeira função é agir com absoluta clareza, duma maneira directa e com uma força impetuosa, apoiando-se naquilo que o universo em nós nos diz através do nosso lado feminino:
- Estou a escutar os teus sentimentos. O que queres que eu faça?
- Queres isto? De acordo, perfeito, vou buscá-lo para ti.
E vai directamente satisfazer o seu pedido, com a certeza absoluta de que no seu desejo reside a sabedoria do universo.
A natureza do masculino é arriscar tudo na acção ao serviço do feminino, tal como o cavaleiro pela sua donzela, abandonando-se a ela e agindo por ela.
A nossa energia masculina constrói em nós a estrutura duma personalidade que protege e honra a energia sensível do nosso lado feminino intuitivo.
O simples facto de ter fome e de ir à cozinha comer ilustra este processo.
Para se ter uma vida harmoniosa é necessário ter tanto a energia masculina como a feminina totalmente desenvolvidas e a funcionar correctamente em conjunto.
Para integrar completamente o feminino e o masculino interiores devemos dar o papel de liderança ao lado feminino.
Quando estas duas energias estão em harmonia e funcionam em conjunto, a sensação é incrível. Um canal sólido, aberto, criador, através do qual circulam o poder, a paz e o amor.
Fonte: Shakti Gawain, “Vivendo na Luz”, Pergaminho
Imagem: Juno e Júpiter (Hera e Zeus)