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sábado, 17 de março de 2012

A LINGUAGEM DOS ARQUÉTIPOS

"De acordo com a teoria Junguiana, as deusas são arquétipos, o que equivale a dizer fontes derradeiras dos padrões emocionais dos nossos pensamentos, sentimentos, instintos e comportamentos que poderíamos chamar de “femininos”, na acepção mais ampla da palavra.

Tudo aquilo que concebemos com criatividade e inspiração, tudo o que acalentamos, que amamentamos, de que gostamos, toda a paixão, desejo e sexualidade, tudo o que impele à união, à coesão social, à comunhão e à proximidade humana; todas as alianças e fusões; e também todos os impulsos de absorver, destruir, reproduzir e duplicar, pertencem ao arquétipo universal do feminino.

Entretanto, a psicologia académica moderna, com o seu amor pelas abstracções masculinas, prefere usar a linguagem racional e espiritualmente insensibilizante dos “instintos”, “impulsos” e “padrões de comportamentos” – palavras que não geram imagens na imaginação, nem provocam lampejos de reconhecimento na alma. Como disse certa vez James Hillman, o psicólogo dos arquétipos, a “linguagem da psicologia é um insulto à alma”.

No entanto, os Gregos e todas as culturas antigas, percebiam essas energias não como abstracções destituídas de alma, mas sim como forças espiritualmente vitais, ou energias que estão exercendo continuamente influências poderosas sobre os nossos processos psicológicos.

Quando conseguiam reconhecer as forças espirituais que activavam e esclareciam determinados aspectos do comportamento e da experiência humana, chamavam esses fenómenos de “compulsões dos deuses e das deusas”.

(Texto extraído da obra “A Deusa Interior ”, de Roger J. Woolger, Ed.Cultrix) http://terapiadamulher.blog.com/653746/(adaptado por Luiza Frazão)
Imagem: Google

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